Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Schiavo Novaes, Maris Stella
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Orientador(a): |
Weinstein, Mary
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Banca de defesa: |
Weinstein, Mary
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Silva, Rita de Cássia Maia da
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Paula, Fabiano Lopes de
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Museologia (PPGMUSEU)
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Departamento: |
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/40415
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Resumo: |
O Tropeirismo é um sistema de transporte de cargas com o uso de animais iniciado no período colonial do Brasil, que se seguiu através do Império e declinou na República. Nesse movimento, para além de alimentos, cartas ou documentações, eram também transportados animais de produção, pessoas, culturas, valores e modos de vida que influenciaram na formação de muitas rotas comerciais e no surgimento de diversas cidades. De modo a tratar sobre os temas como memória, permanência patrimonial, sertanidade e Tropeirismo como fenômenos inseridos dentro do campo museológico e das ciências sociais aplicadas, teve-se por objetivo nesta dissertação estudar, analisar e contribuir com a valorização e reconhecimento do Tropeirismo enquanto elemento constitutivo do patrimônio cultural brasileiro. Bem como, colaborar com a preservação e conservação dessa memória, presente também na constituição social do Nordeste, conforme protagonizado neste estudo, que teve por eixo norteador ações socioculturais de preservação desenvolvidas em Vitória da Conquista, Bahia, pela ONG Carreiro de Tropa (Catrop). A partir de um vasto levantamento etnográfico em fontes documentais e bibliográficas em torno da temática tropeira, abordada por teóricos de diferentes áreas, muitos pontos de análise foram possíveis, alguns dos quais inéditos sobre este objeto de estudo. Com isso, foi possível observar que a construção de um imaginário estereotipando a figura do tropeiro manteve o Tropeirismo segregado, como elemento histórico, dentro de ciclos econômicos e regionais do eixo Sul e Sudeste, em detrimento de sua presença também no Nordeste do país. Por fim, foi constatado também que esta condição de apagamento da imagem do tropeiro, em relação a sua sertanidade, comprometeu a formação de uma identidade tropeira nordestina. Esta dissertação constitui-se não somente como uma restituição de reconhecimento da existência deste fenômeno sob uma perspectiva maior que a sustentada pela historiografia tradicional, mas que se faz presente também em outros campos, como a Comunicação, o Patrimônio e a Museologia, e que, do mesmo modo, ocorre em toda extensão do território brasileiro. |