Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Santos, Marilúcia Campos dos
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Orientador(a): |
Pedroso, Pedro Miguel Ocampos |
Banca de defesa: |
Pedroso, Pedro Miguel Ocampos,
Leal, Paula Velozo,
Cerqueira, Robson Bahia,
Peixoto, Tiago da Cunha,
Perinotto, Wendell Marcelo de Souza |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos (PPGCAT)
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Departamento: |
Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41200
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Resumo: |
O tráfico de animais silvestres, é a terceira atividade ilegal mais lucrativa dispersas por todo o mundo, retira anualmente milhões de animais da natureza e gera impactos socioambientais. As ações de combate ao tráfico geram quantitativo de animais, que são encaminhados aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). Objetivou-se com esse estudo avaliar de forma quantitativa os animais silvestres encaminhados ao Cetas/Ba, entre 2009 e 2019. Informações acerca da fauna retirada dos seus habitas naturais e do tráfico de animais silvestres são escassas na Bahia. Os dados foram obtidos juntos às três unidades Cetas na Bahia (Porto Seguro, Salvador e Vitória da Conquista), através da análise dos registros de entrada de animais no período avaliado. Foram consideradas as informações contidas nos registros dos Termos de Apreensões e Depósitos (Tad’s), entregas espontâneas, resgates e transferências entre as unidades. Foi utilizado o software Quantum Gis (QGis®) para localização dos municípios. Durante o período de estudo foram entregues 97.651 animais silvestres. Aves, 82,90% (80.948); répteis, 12,30% (12.007); mamíferos, 4,77% (4.661) e 35 aracnídeos. A apreensão correspondeu a 69,67% (67.974), entrega voluntária 13,69% (13.367), resgate 13,11% (12.803) transferência 2,73% (2.670), não consta forma de entrega para 0,08% (837) espécimes. Foram identificados 926 espécimes ameaçadas. Para o grupo aves apreensão correspondeu a 80,68%, as espécies mais apreendidas foram: Canário-da terra (Sicalis flaveola), Coleiro-baiano (Sporophila nigricollis) e Cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana). Répteis, entrega voluntária e resgates corresponderam a 66,64% do total de registros, as espécies com maior número de registros foram Jabuti-piranga (Chenlonoidis carbonarius) e Jiboia (Boa constrictor). Mamíferos, entrega voluntária e resgate corresponderam a 89,94% do total, as espécies com maior número de registros foram Sagui-de-tufos-branco (Callithrix jacchus) e Gambá (Didelphis albiventris). 236 municípios foram identificados nos termos de entrada dos animais Salvador, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Lençóis, Jequié e Paulo Afonso, apresentaram maiores volume de registros em todas as modalidades de entrada (apreensão, resgate, entrega voluntária). Os dados obtidos no estudo indicam que o estado da Bahia permanece atuante como fornecedor de animais silvestres para o tráfico. |