Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Silva, Lays Freitas
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Orientador(a): |
Araújo, Roberto Paulo Correia
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Banca de defesa: |
Araújo, Roberto Paulo Correia
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Costa, Ana Caline Nóbrega
,
Gonzalez, Thais Feitosa Leitão de Oliveira
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas (PPGORGSISTEM)
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Departamento: |
Instituto de Ciências da Saúde - ICS
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41189
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Resumo: |
Introdução: A anquiloglossia, caracterizada pela alteração anatômica do frênulo lingual, pode impactar negativamente o aleitamento materno e funções orofaciais como sucção, deglutição, mastigação e fala. No Brasil, a obrigatoriedade do Teste da Linguinha, instituída pela Lei nº 13.002/2014, tem sido fundamental para o diagnóstico precoce, mas sua implementação é limitada em algumas regiões. Intervenções como a frenectomia, associadas à terapia miofuncional orofacial (TMO), têm se mostrado eficazes para melhorar as funções orais e prevenir complicações, como fibrose e aderências pós-cirúrgicas. Objetivo: Comparar os resultados funcionais e anatômicos da intervenção miofuncional fonoaudiológica realizada no pré e no pós-operatório de frenectomia lingual em bebês. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo de série de casos, observacional e analítico, envolvendo bebês de 0 a 4 meses, em aleitamento materno exclusivo, diagnosticados com anquiloglossia e encaminhados para frenectomia. As famílias foram convidadas a participar, e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) foi entregue e assinado, com explicitação dos procedimentos. Após 72 horas da cirurgia, os bebês receberam TMO na língua, sem manipulação da ferida cirúrgica, por quatro semanas. Os cuidadores foram treinados para realizar os exercícios em domicílio, três vezes ao dia, seguindo orientações de biossegurança. Após 30 dias da última sessão, os bebês foram reavaliados pelo mesmo protocolo inicial. Aqueles com cicatrização insatisfatória ou impacto funcional foram encaminhados para nova abordagem cirúrgica. Resultados: Foram avaliados 114 bebês, dos quais 65 foram diagnosticados com anquiloglossia e encaminhados para frenectomia. No grupo de intervenção, 20 bebês foram selecionados, mas apenas 12 preencheram todos os critérios de inclusão e foram analisados. Na avaliação inicial pelo Protocolo de avaliação do frênulo lingual em bebês, a mediana foi de 13,5 (q1=13 e q3=14,75), reduzindo-se para 8 (q1=7,25 e q3=9,75) após a intervenção (P=0,002). Não foram observados casos de fibrose ou readerência, e nenhum bebê apresentou pontuação acima de 10 na reavaliação. Os resultados demonstraram melhora significativa nas queixas de amamentação, com destaque para uma redução de 66,7% na incoordenação da sucção nutritiva. Conclusão: A terapia miofuncional oral (TMO) mostrou-se eficaz na reabilitação oromiofacial pós-frenectomia, melhorando a mobilidade e a força da língua, além de otimizar funções como sucção e deglutição, beneficiando a amamentação. Os achados sugerem que a TMO favorece a recuperação das funções estomatognáticas e um processo cicatricial adequado. |