RELAÇÕES ENTRE ESQUEMAS INICIAIS DESADAPTATIVOS, QUALIDADE DO VÍNCULO PRIMÁRIO E VINCULAÇÃO MATERNO FETAL EM GESTANTES DE ALTO RISCO

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Cerqueira, Sabrina Aguiar lattes
Orientador(a): MANFROI, EDI CRISTINA lattes
Banca de defesa: Souza, Luciano Dias de Mattos, TEODORO, MAYCOLN LEÔNI MARTINS, MANFROI, EDI CRISTINA
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA IMS CAT
Programa de Pós-Graduação: Pós-Graduação em Psicologia da Saúde (PPGPS)
Departamento: Instituto Multidisciplinar em Saúde (IMS)
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/39396
Resumo: A história de vinculação mãe e bebê pode ser observada já no período pré-natal, sendo possível identificar fatores que interferem neste processo e que permitem avaliar as expectativas que a mãe apresenta sobre o feto e sobre a interação que estabelece com ele. O presente estudo teve como objetivo investigar em gestantes de alto risco as relações entre esquemas iniciais desadaptativos (EID), qualidade do vínculo com seus cuidadores primários e apego maternofetal. Para isso, foi realizada uma pesquisa de delineamento quantitativo, descritivo e relacional, utilizando-se de amostra não probabilística por conveniência, com 152 gestantes assistidas pelo Pré-Natal de Alto Risco de um hospital materno-infantil. Os instrumentos utilizados incluem o Questionário Sociodemográfico, o Questionário de Esquemas de Young na forma breve (YSQ – S3), a Escala de Vínculo Materno-fetal (MFAS-Br) e o Parental Bonding Instrument (PBI). Os dados coletados foram analisados por meio do programa JASP versão 18.1 e a análise estatística descritiva foi realizada a partir das medidas de frequência, média (M) e desvio-padrão (DP). Em seguida, foi utilizada análise de regressão por meio de modelagem de equações estruturais (MEE) para verificar o poder explicativo dos EIDs (variáveis independentes) na intensidade do AMF (variável dependente). Os resultados da análise quantitativa não indicaram alterações estatisticamente significativas nesta relação. No entanto, o esquema de Desconfiança/Abuso apresentou valor-p limítrofe, indicando uma possível capacidade de predição positiva. Poucas participantes do estudo (15,8%) apresentaram ativação dos esquemas de abandono e desconfiança/abuso e a análise dos dados sociodemográficos revelou que 61,8% das participantes consideraram receber muito suporte da rede social e muito suporte do pai do bebê (81,6%). Tais resultados destacam possíveis mediadores e outros fatores que podem afetar a formação do AMF e a relação com os EIDs. O apoio do parceiro, compreendido como um suporte social, pode explicar a hipoativação dos dois principais esquemas apresentados, configurando-se como fator protetivo para o AMF, destacando a necessidade de inclusão cada vez maior do parceiro/parceira durante todo o pré-natal e em futuras pesquisas. Os resultados permitiram ainda apontar as limitações do estudo, indicando a necessidade de mais pesquisas nesta temática com um número maior de participantes. Com os dados analisados, foi possível desenvolver os seguintes produtos: (1) artigo de revisão integrativa acerca do apego materno fetal em gestantes de alto risco; (2) artigo de relato de pesquisa empírica; (3) vídeo psicoeducativo acerca das relações entre apego materno-fetal e esquemas iniciais desadaptativos, direcionado para gestantes de alto risco e suas famílias.