Crônica e crise no Brasil: a dimensão política da criação cronística

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Oliveira, Daniel Souza de lattes
Orientador(a): Lopes, Cássia Dolores Costa
Banca de defesa: Lopes, Cássia Dolores Costa, Telles, Lígia Guimarães, Diniz, Júlio Cesar Valladão
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Pós-Graduação em Literatura e Cultura (PPGLITCULT) 
Departamento: Instituto de Letras
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41340
Resumo: Situada na interface do fato e da criação literária, a crônica é atravessada pelas ficções, pelos cotidianos e subjetividades. Diante da potência política da crônica, observada na perseguição dos fatos cotidianos, a pesquisa visa a estudar esse gênero literário para além dos aspectos formais, a partir de um operador crítico: a crise. Desse modo, a pesquisa reflete sobre as relações entre as crises históricas, estruturais e contemporâneas e as produções cronísticas, no Brasil. Objetiva-se evidenciar a dimensão política da crônica, através da relação com a crise e, para tanto, propõe-se uma genealogia da crônica brasileira, em sua dimensão política. Nessa pesquisa, crônicas são criticadas e analisadas, a fim de identificar expressões de resistências políticas e micropolíticas. São abordadas crônicas de Machado de Assis (2008), Lima Barreto (1914; 1915; 1920), Clarice Lispector (1992; 2018), Paulo Mendes Campos (2013), Gregório Duvivier (2021), Cidinha da Silva (2020), Maria Rita Kehl (2011; 2022), dentre outros. As críticas estão fundamentadas com as reflexões de Michel Foucault (2014), Gilles Deleuze e Félix Guattari (2011) Giorgio Agamben (2018), Byung-Chul Han (2017), Suely Rolnik (2018), Ailton Krenak (2020) e Maria Rita Kehl (2019). A crítica literária estará baseada nas produções de João Cezar de Castro Rocha (2014), Diana Klinger (2007) e Eduardo de Assis Duarte (2009), dentre outros. São articulados os aspectos subjetivos, políticos, micropolíticos da produção cronística, a partir de pesquisa bibliográfica e da crítica literária. A pesquisa está fundamentada numa escrita reflexiva sobre a relação entre crônica e crise no Brasil, de modo a propor a escrita cronística como modo de resistência política e micropolítica.