É desafio que se fala?Estágio, tecnologias e aula de língua portuguesa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Santos, Thaís Nascimento Santana lattes
Orientador(a): Silva, Simone Bueno Borges da lattes
Banca de defesa: Silva, Simone Borges Bueno da, Xavier, Antonio Carlos, Gomes, Antenor Rita, Pereira, Julio Neves, Costa, Suzane Lima
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLINC) 
Departamento: Instituto de Letras
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/35910
Resumo: Este trabalho apresenta uma pesquisa que transita entre a universidade e a escola de Educação Básica como locais de formação do aluno do curso de Letras. Na Universidade do Estado da Bahia, Campus IV, de Jacobina, o curso de Letras forma os futuros profissionais da área de Língua Portuguesa e, para tanto, o componente curricular Estágio Supervisionado é obrigatório a todos os discentes do curso. Foi nesse contexto que desenvolvemos um estudo cujo objetivo foi identificar se e como os documentos oficiais do Curso de Letras da UNEB – Jacobina orientam, fomentam e estimulam os estudantes em formação a inserirem as Tecnologia Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) em seu planejamento e em sua prática de ensino. No âmbito desse objetivo geral, trouxemos como objetivos específicos: a) analisar a presença das TDIC no planejamento e na prática pedagógica de estágio dos estudantes do curso de Letras da UNEB - Jacobina; b) comparar o discurso e a prática pedagógica dos estudantes da disciplina Estágio do curso de Letras da UNEB – Jacobina quanto à importância do uso das TDIC no ensino de língua. A pesquisa se concretizou a partir de ações metodológicas nas quais utilizamos instrumentos de pesquisa híbridos, tais como: coleta de documentos (documentos institucionais, plano de aula dos estagiários e textos reflexões sobre a prática de ensino produzidos pelos estagiários), entrevista aberta, aplicação de questionários, observações de aulas do estágio registradas em notas de campo. Essa é, pois, uma pesquisa qualitativa que segue preceitos interpretativistas e filiada ao campo da Linguística Aplicada. A base teórica que orienta o olhar para este estudo centra-se na discussão sobre tecnologias (CUPANI, 2011; FOUCAULT, 2004), cultura digital, (CANCLINE, 1996, 1998; SANTAELLA, 2003, 2007), Letramentos e multiletramentos (KLEIMAN, 1995; ROJO, 2009, 2011, 2012, 2013) e multimodalidade (QUINTANA, 2012) e (QUINTANA, SOUZA & PEREIRA, 2015). Desse modo, este estudo nos mostrou que do ponto de vista dos documentos regimentais, observam-se poucas instruções que possam garantir um enfoque mais consistente relativos às práticas formativas que incluem as tecnologias educacionais. E nas práticas dos alunos, encontramos mais investimentos, mesmo considerando uma formação que empreende pouco o trabalho com as tecnologias e contextos que dificultam o uso dos instrumentos tecnológicos nas escolas de Ensino Fundamental II, percebemos que os estagiários conseguem planejar e desenvolver metodologias que avançam para além da perspectiva tradicional do ensino de língua, no que diz respeito aos usos e produção dos novos gêneros da cultura digital, enfrentando as limitações que advém da formação e do contexto escolar.