Frequência de mastite em rebanhos caprinos e caracterização preliminar de queijo artesanal caprino no semiárido baiano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Paim, Uiara Moreira lattes
Orientador(a): Costa, Marion Pereira da
Banca de defesa: Costa, Marion Pereira da, Souza, Marcelo Resende de, Mota, Rinaldo Aparecido, Franke, Carlos Roberto
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos (PPGCAT)
Departamento: Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41119
Resumo: A produção de leite caprino no Brasil aumentou 286% em 20 anos, com 70% concentrada no Nordeste, e parte desta produção é destina a fabricação de queijos. O queijo artesanal, um importante produto econômico e cultural, enfrenta desafios como falta de assistência técnica e mastite, que afetam a qualidade do leite e representam risco à saúde pública devido ao uso de antimicrobianos. Este trabalho objetivou determinar a frequência de mastite caprina em rebanhos que fornecem leite para a produção do queijo artesanal caprino, bem como caracterizar físico-química e microbiologicamente o queijo. Foram coletadas amostras de leite cru em tubos Falcon estéreis, totalizando 566 amostras, sendo 226 no período seco e 340 no período chuvoso. Os resultados determinaram uma prevalência de 29,7% de mastite, sendo Staphylococcus spp. O microrganismo presente em cerca de 51,8%. Dentre este, dois isolados foram identificados como Staphylococcus aureus Resistente a Meticilina (MRSA) devido à presença do gene mecA em testes moleculares e à expressão fenotípica de resistência a antimicrobianos, confirmada pela técnica de disco-difusão. Para a caracterização do queijo artesanal caprino, foram coletados o tradicional, orégano, pimenta calabresa e vinho em laticínio situado em Curaçá-BA nos períodos seco e chuvoso. Os resultados indicaram que os queijos foram classificados de média a alta umidade, a depender do ingrediente adicionado, e semigordos. No período chuvoso, todas as amostras apresentaram alguma irregularidade microbiológica. Os resultados sugerem a necessidade de intervenções que visem melhorar a saúde dos rebanhos caprinos, e a qualidade do queijo caprino artesanal. Para isto, investimentos em capacitações e cursos são fundamentais.