Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
AMARANTE, ALICE CÁRITAS ALMEIDA
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Orientador(a): |
Machado, Adriana Bittencourt |
Banca de defesa: |
Machado, Adriana Bittencourt,
Silva, Márcia Virgínia Mignac da,
Lavand, Ana Rosangela Colares |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Dança (PPGDANCA)
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Departamento: |
Escola de Dança
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41243
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Resumo: |
A presente pesquisa tem como objetivo analisar a cultura do ballet clássico, identificando nela aspectos colonialistas, mais especificamente cisheteronormativos, que se desdobram até os dias atuais e fazem com que a referida cultura, siga ano após ano, reproduzindo violências estruturais a pessoas que estão inseridas neste universo. A metodologia utilizada é auto-etnografia, segundo as perspetivas de Sylvie Fortin (2009), e Sandra Meyer (2014), levando em consideração que a pesquisa tem como base a trajetória pessoal da autora, como bailarina clássica, além da observação do cenário cultural do ballet, especialmente no estado do Pará, e de entrevistas feitas com bailarinas e ex-bailarinas paraenses. Na discussão sobre colonialidade, este trabalho dialoga com as ideias de Anibal Quijano (2005), Luciana Ballestrin (2017) e Geni Nuñez (2019). No que se refere à cisheteronormatividade, ampara-se em contribuições transfeministas, especialmente das teóricas Letícia Nascimento (2021) e Ana Paula Hining e Maria Juracy Toneli (2023). Para pensar o sistema disciplinar do ballet, utiliza-se o conceito de corpos dóceis de Michael Foucault (2012), assim como as perspectivas de Tatiana Mielszarski Santos (2009), Daniela Silva (2017) e Grace Fernandes da Rocha (2017), sobre aspectos disciplinares do ballet voltados às infâncias e sobre idealização da imagem delicada e obediente da bailarina clássica. Trazendo à tona, discussões sobre dor, sacrifício e abalos físicos e psicológicos inerentes aos espaços do ballet, dialoga-se com Michelle Gonçalvez, Fabiana Cristina Turelli e Alexandre Fernandez Vaz (2012), Gabrielle Evangelista (2013), Franciely Prado (2019) e Renata Alves Frederico (2019). Complementando as discussões de gênero, o aporte teórico será em Guacira Lopes Louro (2004), Giuliano Andreoli (2010), Berenice Bento (2011), Ileana Wenetz e Christiane Garcia Macedo (2022) e Paul Preciado (2022). Desenvolve-se uma ficção especulativa de uma realidade onde se fizesse a utilização da técnica do ballet, mas afastando-se da sua cultura colonialistas e aproximando-se das urgências político sociais vigentes, a fim de refletir se esta, tem chances de ser uma realidade possível, ou se deixaria de ser ballet. |