Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Magris, Patrícia Nicolau
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Orientador(a): |
Casas, Trazíbulo Henrique Pardo |
Banca de defesa: |
Florentino, Pablo Vieira,
Casas, Trazíbulo Henrique Pardo,
Pereira, Hernane Borges de Barros,
Ramos, Elias Ramos,
Ribeiro, Núbia Moura,
Lopes, Claudia Ribeiro Santos |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação Multidisciplinar e Multi-institucional em Difusão do Conhecimento (DMMDC)
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Departamento: |
Faculdade de Educação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41599
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Resumo: |
Na atualidade, outras formas de organização social vêm crescendo no seio das sociedades modernas, pós-modernas ou ditas complexas; dentre elas, os grupos autodenominados “Coletivos”, identificados nessa pesquisa como: Coletivos Sociais Urbanos (CSU). Salientamos que esses agrupamentos têm características de formação, organização e atuação, bem específicas e distintas, com interações variadas, protagonizam cenários que modificam a paisagem das cidades ou de esferas contidas no universo virtual [locus de suas ações nesta pesquisa]; enfatizam ações sociais com representações na cultura, arte, política, entre outras. A pesquisa foi realizada com demarcação da organização desses grupos em cenários virtuais, visto que são espaços contextualizados de sua proliferação, registro de seus nascedouros, formação e ações. A pesquisa buscou o oferecimento de possíveis caminhos, respostas provisórias, possibilidades para compreensão do problema: como identificar sentidos e significados que evidenciem características de ser e estar/habitar dos Coletivos, a partir da modelagem dos registros digitais dos discursos textuais das autodeclarações dos Coletivos Sociais Urbanos na sociedade contemporânea? A pesquisa evidenciou a identificação de caracterísiticas significativas de alguns Coletivos na/da atualidade, a saber: Coletivos Sociais Urbanos de Mulheres. Alimentamos o objetivo geral, propondo uma modelagem analítica sobre os registros digitais dos discursos textuais de autodeclaração: processo de formação e ações – experiências sensíveis; itinerâncias virtuais (contexto global) e físicas (contexto local); discursos; comportamentos; crenças; valores; interações; interpretações; e engendramentos dos Coletivos e seus intérpretes. Os aportes teóricos apresentados na pesquisa são evidências da proposição do diálogo multidisciplinar presente no desenvolvimento de todo o trabalho. Essa construção aporta elementos teóricos, epistemológicos e metodológicos, com ênfase na Análise Cognitiva (AnCo) dada como um campo em permanente construção, ofereceu suportes para compreensão da multiplicidade de “espaços multirreferenciais de aprendizagem (EMA)”, reafirmando a prospecção de estarmos diante de um fênomeno social em emergência: a Sociedade da Aprendizagem. E na perspectiva de provocar novas possiblidades de compreensão do conhecimento, a Ciência e Teoria das Redes, com a Análise de Redes Sociais e Complexas e Redes Semânticas que possibilitou confrontar dados e análises para modelagem do conhecimento processado pela e na interseção destes arcabouços. A produção de conjuntos epistêmicos foi obtida através da coleta de dados dos Coletivos Sociais Urbanos organizados a partir de repositório digital. A coleta de excertos - recortes digitais das autodescrições dos coletivos: autodeclarações. Os conjuntos epistêmicos foram analisados, a partir da modelagem das Redes como um dos caminhos possíveis, entre tantos outros que possam existir, em busca de interfaces, conexões e interseções possíveis através da Ciência e Teoria de Redes atravessada pela Análise Cognitiva, que toma as autodeclarações dos CSU, como produção de conhecimento, que permitiu uma análise de expressão plural. A Análise Cognitiva possibilitou a identificação das Redes como uma prospecção para a análise em multidimensões, na qual a transversalidade se apresenta como um atributo de referência, através da complexidade e da multirreferencialidade. |