Escrita autoral e poder erótico: a experiência do Núcleo de Mulheres Negras – O amor cura na periferia sul de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Faustino, Carmen Lucia lattes
Orientador(a): Araújo, Rosângela Janja Costa lattes
Banca de defesa: Souza, Ana Lucia Silva lattes, Pinheiro, Clarice Costa lattes, Araujo, Rosangela Janja Costa lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo (PPGNEIM) 
Departamento: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41476
Resumo: Este estudo investigativo, entrelaçado a minha trajetória pessoal, ativista e artística, se instrumentaliza da compreensão e aplicação do conceito de Poder Erótico, elaborado por Audre Lorde ([1978] 2019), para analises das epistemologias do feminismo negro e decolonial, presentes nas práticas e na produção escrita de artistas e ativistas negras periféricas, integrantes do Núcleo de Mulheres Negras – O amor cura, grupo de cuidado e estudos feministas, criado em 2015 no distrito do Capão Redondo, periferia da zona sul de São Paulo. Diante um contexto de tensões raciais e de gênero, estas mulheres se instrumentalizaram da teoria feminista negra e decolonial, expressando seus posicionamentos e rupturas através da escrita e da ação política-ativista. Para a análise documental e investigativa sobre estas experiências, recorro ao conceito de Escrevivência elaborado por Conceição Evaristo a partir de 1993, em diálogo com o método da Pesquisa Ativista Feminista Negra de Rosália Lemos (2016), enquanto metodologias teóricas exploratórias e qualitativas da pesquisa, considerando fundamentalmente as experiências, trajetórias e marcadores sociais que incidem e se interseccionam no grupo estudado.