Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Brandão, Paloma de Castro
 |
Orientador(a): |
Pinto, Isabela Cardoso de Matos |
Banca de defesa: |
Magalhães, Aline Lima Pestana,
Vilasbôas, Ana Luiza Queiroz,
Bastos, Fabricio José Souza,
Lanzoni, Gabriela Marcellino de Melo,
Souza, Virginia Ramos dos Santos |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia. Instituto de Saúde Coletiva
|
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC-ISC)
|
Departamento: |
Instituto de Saúde Coletiva - ISC
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/37755
|
Resumo: |
A Rede de Atenção às Urgências e Emergências funciona através de fluxos estabelecidos entre os serviços. Pacientes com Acidente Vascular Cerebral isquêmico agudo necessitam de atenção direcionada, tendo em vista o tratamento tempo dependente, sendo que poucos conseguem ter acesso ao tratamento adequado e a organização do sistema de saúde interfere consideravelmente no desfecho dos atendimentos. Assim a tese buscou responder à questão: Como está organizada a Rede de Atenção às Urgências e Emergências para o atendimento do paciente com Acidente Vascular Cerebral isquêmico agudo em Salvador, Bahia, Brasil? Objetivou-se: Analisar como ocorre o atendimento de pacientes com Acidente Vascular Cerebral isquêmico agudo na Rede de Atenção às Urgências e Emergências de Salvador, Bahia, Brasil. Dessa maneira, foi utilizado o referencial teórico de Mário Rovere, sobre “Redes em Saúde” e o referencial metodológico da Teoria Fundamentada nos Dados, por Strauss e Corbin. Participaram do estudo 75 profissionais de saúde, enfermeiros e médicos, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, de duas Unidades de Pronto Atendimento e do Hospital de Referência em Acidente Vascular Cerebral, compondo três grupos amostrais obtidos por amostragem teórica. As entrevistas ocorreram entre outubro de 2019 e outubro de 2020 com a seguinte pergunta norteadora de pesquisa: “Fale-me sobre o atendimento ao paciente com suspeita de Acidente Vascular Cerebral”, permitindo que os dados emergissem das respostas dos participantes. Foram levantadas outras questões, a partir das respostas apresentadas, conforme as hipóteses elencadas, até a saturação teórica dos dados. A coleta e a análise dos dados aconteceram de forma concomitante e comparativa, permitindo a codificação aberta, axial e a integração, delimitando a categoria central: “Revelando a fragmentação na Rede de Atenção às Urgências e Emergências no atendimento ao paciente com Acidente Vascular Cerebral agudo”. Dessa maneira, o primeiro artigo apresentado neste trabalho aponta, através de Revisão Integrativa da Literatura, para a organização do atendimento em rede, tendo em vista as pactuações entre os serviços e as diferentes tecnologias apresentadas para ampliar a atenção ao paciente. O segundo artigo, intitulado: “Rede de Atenção às Urgências e Emergências: atendimento ao paciente com Acidente Vascular Cerebral” revela a teoria substantiva através das categorias e subcategorias que sustentam a categoria central. As categorias destacam, dentre outros elementos, características gerenciais como a falta de recursos para atender o paciente, a incipiência do uso de protocolos, a ausência de linguagem e conduta única na rede, saída do paciente da Linha de Cuidado e atendimento fora de janela terapêutica com limitações na assistência. Frente à necessidade de discussão direcionada para a interação dos profissionais para aprofundar os mecanismos de comunicação e os elementos restritivos ou facilitadores do atendimento, apresenta-se o terceiro artigo: “Interação profissional em Rede no atendimento ao paciente com Acidente Vascular Cerebral” que revela elementos de fragmentação na interação entre os serviços, sendo visualizados elementos facilitadores oriundos da colaboração em rede. Assim, observou-se diferentes níveis de interação na rede, sendo que a descontinuidade dos elementos que a compõem revela problemas gerenciais e de planejamento que urgem por intervenções para aprimorar o atendimento. |