Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Andrade, Alessandra Rodrigues Santos |
Orientador(a): |
Delabie, Jacques Hubert Charles |
Banca de defesa: |
Peres, Marcelo César Lima,
Lira, André Felipe de Araújo,
Vilela, Bruno,
Dodonov, Pavel |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Instituto de Biologia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ecologia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/33136
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Resumo: |
Estudos sobre os padrões de distribuição das espécies e os mecanismos responsáveis por tais padrões na Floresta Atlântica são importantes para conhecer a história biogeográfica do bioma e determinar áreas para a conservação. Os opiliões são importantes para estudos biogrográficos e ecológicos, pois apresentam baixa capacidade de dispersão e são sensíveis à alterações ambientais. Contudo, poucos são os estudos que avaliam a distribuição desses organismos em gradientes ambientais. Nós investigamos a distribuição espacial dos opiliões em um gradiente latitudinal de Floresta Atlântica e os fatores históricos e ecológicos que podem explicar tais padrões. Para fins de inclusão de opiliões em programas de monitoramento, analisamos a utilização de cinco resoluções taxonômicas (gênero, família, subfamília, taxa indicadores e resolução intermediária) como substitutas da riqueza e composição de opiliões no gradiente estudado. Os estudo foi conduzido em 19 localidades de Floresta Atlântica distribuídas nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Os opiliões foram coletados através de duas técnicas de amostragem: coleta manual noturna e amostra de serrapilheira. Foram coletados 3.566 indivíduos distribuídos em 7 famílias, 26 gêneros e 88 espécies. A análise de cluster separou a assembléia em dois principais agrupamentos: “Pernambuco” e “ Bahia”. A composição de espécies apresentou estruturação espacial correlacionada com a distância geográfica (R² = 67.7 ; p<0.001) e foram encontradas diferenças composicionais entre o núcleo de congruência e a região máxima de endemismo da AE “Bahia” (F= 3.2; p < 0,001). As variáveis ambientais mais correlacionadas com o gradiente amostrado foram: latitude, altitude, cobertura da vegetação na paisagem e temperatura média do trimestre mais quente. Entretanto, os dois eixos do CCA explicaram pouco da variação encontrada (27.6%). A proporção do componente turnover (βSIM = 0.8804) foi maior do que o componente aninhamento (βSNE=0.0572). Gênero (R² =0.933; p < 0.001) e resolução intermediária (R² = 0.939; p<0.001) foram classificadas como excelentes substitutos para a riqueza de opiliões. Em relação à composição de espécies, resolução intermediária (média = 0,995; desvio padrão = 0,10), gênero (0,935±0,122), taxa indicadores (0,904±0,141) e subfamília (0,808±0,162) foram considerados excelentes substitutos. A baixa explicação das variáveis ambientais sobre a distribuição das espécies de opiliões, juntamente com a separação norte-sul da assembléia de opiliões no gradiente estudado e o elevado turnover observado, sugerem que fatores históricos (aparecimento de barreiras geográficas e refúgios pleistocêncios), assim como, mudanças na fitofisionomia do bioma ao longo do gradiente influenciaram a distribuição dos opiliões. As mudanças composicionais observadas ao longo do gradiente, com diversas localidades apresentando uma fauna característica, indicam a necessidade de planos de conservação que envolvam o maior número possível de reservas, garantindo a conservação de uma maior riqueza de opiliões. Indicamos, para fins de rápidos inventários e monitoramento da biodiversidade, a utilização de gênero e resolução intermediária como substitutos adequados de riqueza e composição de opiliões na Floresta Atlântica. |