Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Britto, Marcos Vinícius Bohmer
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Orientador(a): |
Souza, Luiz Antonio de
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Banca de defesa: |
Jacques, Paola Berenstein
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Barbosa, Eliana Rosa Queiroz
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Britto, Fabiana Dultra
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Pereira, Margareth Aparecida Campos da Silva
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Portela, Thais de Bhanthumchinda
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Souza, Luiz Antônio de |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU)
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Departamento: |
Faculdade de Arquitetura
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41498
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Resumo: |
Esta tese propõe uma mudança de olhar sobre as cidades. Tal mudança envolve um movimento de rompimento com as distinções dicotômicas de natureza-cultura, vida não vida, sujeito-objeto, assim como mudanças sobre as noções de tempo, forma e transformação. Parte do pressuposto de que pensar pela metamorfose pode fissurar convenções sobre o modo como encaramos as cidades, desconstruir aspectos de leitura das mesmas já estabelecidos no urbanismo que são provenientes de uma abordagem ancorada em visões estáticas e taxonômicas de gerenciamento do espaço, herdados da morfologia urbana. A metamorfose, conceito que pegamos emprestado de Emanuelle Coccia em diálogo com muitos outros autores, providencia algumas ferramentas para criticar essa visão hegemônica de cidade ao passo que propõe outros modos de olhar: a partir de um processo de metamorfose contínua e múltipla, fruto do agenciamento coletivo de todos modos de existências. O trabalho inicia com uma revisão crítica sobre a morfologia urbana e os modos de operar taxonomicamente na cidade, apontando seus problemas e a visão de mundo que esse modo de enxergar as cidades enseja. A Partir dessa crítica, se buscou construir um repertório teórico sobre o que é movente, o que encara o mundo por sua metamorfose, por seus fluxos relacionais múltiplos. Além do conceito de Metamorfose de Coccia, utilizamos para fundamentar nossa proposta, a construção de mundo baseada na heterarquia de Spinoza, a ideia de complexidade de Isabelle Stengers, no argumento que o “todo diseño diseña”, de Arturo Escobar; nas políticas de perturbação lenta, de Anna Tsing, na ideia de geontologia de Povinelli, entre outras ideias e conceitos que nos são caros para a construção dessa tese. Com base na interpretação dessas ideias e na busca em criar relações das mesmas com a cidade, partindo do pressuposto que mudar o modo de olhar muda a forma como construímos conhecimento sobre o objeto estudado, propomos a abertura de um modo de olhar para as cidades a partir da metamorfose: uma metamorfoseologia urbana. |