Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Bouzas, Maiara Lanna Souza Bacelar |
Orientador(a): |
Nascimento-Carvalho, Cristiana M. |
Banca de defesa: |
Martins Netto, Eduardo,
Ramos, Regina Terse Trindade,
Gurgel, Ricardo Queiroz,
Ribeiro, Luiz Vicente,
da Silva, Nanci Ferreira,
de Carvalho, Cristiana Maria Costa Nascimento |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Instituo de Ciências da Saúde
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Programa de Pós-Graduação: |
em Ciências da Saúde
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/24369
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Resumo: |
Os vírus são grandes contribuintes para a morbidade e mortalidade da infecção respiratória aguda (IRA) em todo o mundo e entre eles, o vírus sincicial respiratório (VSR) é um dos agentes etiológicos mais comuns sendo responsáveis por condições clínicas como bronquiolite e pneumonia. OBJETIVOS: Descrever a frequência, a sazonalidade e a idade de infecção pelo VSR subtipo A e B (VSR-A e VSR-B) entre crianças com infecção respiratória aguda em uma cidade tropical. MÉTODOS: Estudo transversal prospectivo realizado em emergência pediátrica na cidade de Salvador, nordeste do Brasil. Crianças com idade entre 6-23 meses com IRA foram avaliadas entre Setembro/2009 e Outubro/2013. Os critérios de exclusão foram ter sido transferido de outro hospital ou relatar episódio anterior de chiado. Foram coletados dados demográficos e clínicos juntamente com o aspirado nasofaríngeo (ANF) para diagnóstico do VSR-A e VSR-B pelo método do PCR. RESULTADOS: Entre as 1.154 crianças avaliadas, 504 (43,7%) relataram episódio anterior de sibilância, 16 (1,4%) não tiveram amostras de ANF coletadas satisfatoriamente, 11 (1,0%) foram transferidos de outro hospital, e os pais ou responsáveis de 63 (5,4%) não consentiram com a participação. Assim, este grupo de estudo foi composto por 560 casos. No total, 139 (24,8%) casos tiveram VSR detectado no ANF. VSR-A foi encontrado em 74 (13,2%), VSR-B em 67 (12,0%) e 2 (0,4%) crianças estavam co-infectadas. VSR-A foi mais frequente de agosto a janeiro, em comparação com o período de fevereiro a julho (18,2% vs. 6,4%, p <0,001). VSR-B foi mais frequentemente encontrado (p <0,001) entre março e junho (36,0%) do que de julho a outubro (1,0%) ou entre novembro e fevereiro (1,6%). VSR-A foi mais comum em crianças acima de 1 ano de idade (17,8% vs. 1,8%; p = 0,021). CONCLUSÃO: Um quarto dos pacientes teve VSR detectado. A distribuição dos casos de VSR-A e VSR-B por mês foi notavelmente diferente. VSR-A foi mais frequente em crianças acima de 1 ano de vida. Diretrizes para a imunoprofilaxia contra o VSR devem ser revistas especificamente para a região tropical. |