Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Bacellar, Karem Evelyn Nogueira
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Orientador(a): |
Silva, Maria Cristina Vieira de Figueiredo
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Banca de defesa: |
Silva, Maria Cristina Vieira de Figueiredo,
Santos, Antônia Vieira dos,
Scher, Ana Paula |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLINC)
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Departamento: |
Instituto de Letras
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/35976
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Resumo: |
Esta dissertação tem por objetivo investigar as formações com o sufixo –dor do português, considerando os pressupostos gerais da Teoria da Gramática. Na literatura, o sufixo –dor é, em geral, caracterizado por derivar palavras de verbo com valor agentivo habitual, derivando ora substantivos, ora adjetivos, com esses valores (OLIVEIRA,2009). No entanto, partindo da análise do corpus desta pesquisa, observamos que essas formações apresentam maior diversidade e, por isso, maior complexidade do que aquelas apontadas na literatura. Além de formações habituais, foram encontradas formações cuja leitura do aspecto do evento verbal é contínua, progressiva e não progressiva, bem como formações com leitura de evento perfectivo. Com o intuito de apontar para uma possível via explicativa que dê conta dessa complexidade, apresentamos uma proposta de análise para essas formações, partindo dos pressupostos teóricos da Morfologia Distribuída (HALLE; MARANTZ, 1993, 1994; MARANTZ, 1997; SIDIQQI, 2009), e sugerimos que o sufixo possa ser interpretado como um elemento proforma, inserido em contextos não verbais. Nossa hipótese central é que as diferentes leituras são resultado das diversas possibilidades de configuração da estrutura sintática subjacente a cada formação. Para compreender como funciona esse processo, realizamos uma descrição detalhada das ocorrências encontradas dos dados da língua, considerando os possíveis fatores que possam interferir nas diferentes leituras que as formações em –dor apresentam no português, como interferência das propriedades do verbo base junto à configuração das projeções que podem estar presentes na estrutura dessas formações. |