Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Coelho, Ana Paula Góes
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Orientador(a): |
Barbosa, Vivian Fernanda |
Banca de defesa: |
Barbosa, Vivian Fernanda,
Muramoto, Caterina,
Ribeiro Filho, Antônio de Lisboa,
Souza, Vanessa Bastos de Castro |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos (PPGCAT)
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Departamento: |
Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41113
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Resumo: |
A anestesia locorregional, como estratégia analgésica perioperatória, proporciona diminuição do requerimento de anestésicos e analgesia pós-cirúrgica. Objetivou-se comparar os efeitos cardiorrespiratórios, o consumo anestésico e a eficiência analgésica da levobupivacaína no bloqueio do plano transverso abdominal (PTA) guiado por ultrassom, associado à aspersão intraperitoneal, com o uso epidural, em cadelas submetidas a ovariohisterectomia (OH), anestesiadas com propofol. Quatorze cadelas adultas e hígidas receberam medicação pré anestésica (MPA) com maleato de acepromazina (0,03 mg/kg) e cloridrato de petidina (3 mg/kg) por via intramuscular, utilizando-se propofol para indução (5 mg/kg) e manutenção anestésica, sob ventilação espontânea (FiO2 = 1,0). As cadelas foram distribuídas em dois grupos (n = 7): o grupo GA recebeu levobupivacaína (1 mg/kg a 0,25%) bilateral no bloqueio guiado por ultrassom do PTA e por instilação intraperitoneal e o grupo GB foi tratado com o mesmo fármaco (2mg/kg a 0,5%) pela via epidural (0,1 ml/cm da distância occípto-coccígea). Os parâmetros frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (f), pressão arterial sistólica (PAS) diastólica (PAD) e média (PAM), saturação parcial de oxigênio na hemoglobina (SpO2) e concentração final expirada de dióxido de carbono (ETCO2) foram registrados imediatamente antes (Mbasal) e 20 minutos após a MPA (M1) – exceto SpO2 e ETCO2, bem como nos momentos de estímulos supramáximos [final da celiotomia (M2); pinçamento do pedículo ovariano direito (M3) e esquerdo (M4); pinçamento da cérvix uterina (M5); rafias da musculatura (M6), subcutânea (M7) e da pele (M8)]. No período pós-operatório determinou se: a qualidade da recuperação anestésica e o tempo entre o término da anestesia e a ocorrência de: extubação (EX), movimentação da cabeça (MC), posição esternal (PE) e posição quadrupedal (PQ), além dos escores de dor conforme Escala de dor da Universidade de Melboume (EDUM) por um período de seis horas (M30, M60, M90, M120, M180, M240 e M360). Não houve diferença no consumo do propofol entre os grupos. Detectou-se maiores médias de FC no GB (M2, M4, M6, M7 e M8). Em M1, constataram-se menores valores de PAM e PAD para o GB e menores médias de f para o GA. A qualidade da recuperação foi ix regular para o GA (100%) e regular (6/7; 85.7%) ou excelente (1/7; 14.28%) para o GB. Maiores tempos para MC (p = 0.008) e PE (p = 0.024) foram detectados no GA, além de maiores escores de dor aos 90 minutos pós-cirúrgicos, porém, não foram necessários resgates analgésicos em ambos os tratamentos. O uso da levobupivacaína no bloqueio bilateral do plano transverso abdominal, guiado por ultrassom, associado à instilação intraperitoneal, pode ser uma alternativa à anestesia epidural como parte de protocolos anestésicos multimodais, em cirurgias intra-abdominais, por proporcionarem analgesia similar. Ambas as técnicas garantiram estabilidade cardiorrespiratória e determinaram efeitos similares sobre o consumo de propofol. |