Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Magalhães Junior, Jairo Torres |
Orientador(a): |
Melo, Stella Maria Barrouin |
Banca de defesa: |
Monte-Alegre, Adriano Figueiredo,
Lima, Artur Gomes Dias,
Fraga, Deborah Bittencourt Mothé,
Silva, Aristeu Vieira da,
Melo, Stella Maria Barrouin |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós Graduação em Ciência Animal nos Trópicos
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/19687
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Resumo: |
Leishmaniose Visceral é uma zoonose causada pelo protozoário Leishmania infantum e transmitida pelo flebotomíneo Lutzomyia longipalpis. O controle da doença é bastante complexo, sendo que atualmente sugere-se a necessidade de redirecionamento nas medidas de controle, sobretudo no que se refere à identificação de cães verdadeiramente transmissores e à necessidade de um refinamento no controle vetorial. Neste trabalho foi avaliada a infectividade de cães naturalmente infectados com L. infantum para a L. longipalpis, bem como a capacidade atrativa de diferentes compostos orgânicos voláteis para o mesmo vetor. A partir de testes xenodiagnósticos, foi observado que cães com maior manifestação de sinais clínicos são mais infectivos ao vetor que cães com pouco ou nenhum sinal clínico, entretanto não houve diferença na taxa de transmissibilidade quando diferentes protocolos de xenodiagnóstico foram confrontados. Sendo que, para cães infectados com L. infantum e agrupados conforme a presença de anormalidades clínicas e patológicas, a taxa de infectividade nos flebotomíneos foi significativamente menor (p=0,0098) , quando estes se alimentaram de cães com doença moderada (0,01%), comparativamente aos cães com doença severa (38,2%).Demonstrou-se também que machos e fêmeas de L. longipalpis são atraídos por compostos aldeídos e alcanos (octanal, decanal e heptadecano) identificados no pelo canino e álcoois (heptanol, octanol, octenol e nonanol) encontrados em plantas. Esses compostos químicos podem ser utilizados como iscas em armadilhas para captura dos insetos ou ainda associados com inseticidas de efeito residual. Mais estudos são necessários sobre a biologia e comportamento da L. longipalpis e sua relação com cães infectados com L. infantum, buscando melhor entender essa interface e identificar novas alternativas de controle para a leishmaniose visceral. |