Crenças e metáforas de estudantes do campus Catu-IF Baiano: um diálogo entre a sociolinguística e a linguística cognitiva

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Ribeiro, Lorena Nascimento de Souza lattes
Orientador(a): Mota, Jacyra Andrade Mota lattes
Banca de defesa: Almeida, Aurelina Ariadne Domingues lattes, dos Santos, Gredson lattes, Lopes, Norma da Silva lattes, Santana, Neila Maria Oliveira lattes, Ribeiro, Silvana Soares Costa lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLINC) 
Departamento: Instituto de Letras
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41137
Resumo: O que leva um falante nativo de uma língua a afirmar veemente desconhecê-la ao final de uma aula, quase rogando ao professor ajuda para desvendar os mistérios de uma língua que ele está exposto desde antes de se perceber falante de um difícil e vasto sistema linguístico? Frequentemente, o professor de língua portuguesa encontra estudantes, sejam da Educação Básica ou Superior, que não se enxergam como usuários competentes de sua língua materna. Nesta realidade, a presente pesquisa se insere, buscando – ao observar o comportamento dos sujeitos pertencentes às comunidades de estudantes dos cursos técnicos em Agropecuária e Química Integrados ao Ensino Médio do IF Baiano- Campus Catu – perceber suas crenças, para que, uma vez identificadas, seja possível elaborar estratégias de ensino mais próximas à realidade e expectativas destes seres sociais. A pesquisa, em busca de uma visão mais ampla das crenças linguísticas dos participantes, encontra lastro teórico no diálogo entre a Sociolinguística Laboviana, mais precisamente nos estudos sobre avaliação social, ensino e terceira onda – Morales (1993), Gómez Molina (1996), Souza (1996), Moreno Fernandez (1998), Aguilera (2008) e Eckert (2012 e 2018); a Linguística Cognitiva – Teoria da Metáfora Conceptual de Lakoff e Johnson (1890 e 1999); a Psicologia Social – Lambert e Lambert (1972), Steiner e Fishbein (1966); e a Psicologia Social Cognitiva – Günther (2006, 2022). Sob a orientação etnográfica, o corpus da pesquisa foi coletado por meio da aplicação de testes de crenças e roteiro de entrevista sociolinguística. A coleta de dados aconteceu entre os anos de 2016 a 2019, envolvendo 197 participantes (alunos e alunas; calouros e formandos). A observação dos dados provindos do trabalho de campo permitiu perceber algumas crenças que indicaram diferenças entre as duas comunidades de práticas estudadas, bem como, outras crenças que revelaram pontos de aproximação entre as comunidades, sobretudo os ligados a mitos linguísticos reforçados por práticas pedagógicas presas a uma visão prescritiva de gramática. A análise quali-quantitativa revelou-se de importância significativa, posto que a observação das metáforas presentes nos discursos dos alunos refutou e/ou esclareceu crenças identificadas nos dados quantitativos, revelando profícuo o diálogo intentado entre o social e o cognitivo.