Pretagogia no ensino e na criação da dança: contribuições filosóficas e pedagógicas de matriz africana para optar pela prática antirracista na dança

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Oliveira, Keila Estefany Danielle de lattes
Orientador(a): Paixão, Maria de Lurdes Barros da
Banca de defesa: Paixão, Maria de Lurdes Barros da, Conrado, Amélia Vitória de Souza, Petit, Sandra Haydée
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Dança (PPGDANCA)
Departamento: Escola de Dança
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
EJA
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41180
Resumo: Essa corp.oralidade-dissert.Ação parte de questionamentos frente à posturas e escolhas éticas e metodológicas, reprodutoras de violências raciais, empenhadas por mediadores(as) da Dança, professores(as) das Escolas de Dança da UFBA e da FUNCEB. Com isso, busca-se filosofias, pedagogias, didáticas e conteúdos de ensino e criação de Dança, que distanciam a morte simbólica de corpos racializados, como é naturalizado por profissionais nas escolas citadas. Guiada pelo referencial-tecnológico, concebido pela professora Dra.Sandra Petit, a Pretagogia, esta pesquisa tem como estratégia investigativa da aplicabilidade da Pretagogia no campo da Dança, no 1° momento: uma experiência de atuação pedagógica na Educação de Jovens e Adultos na Escola Municipal Campinas de Pirajá, em Salvador-Bahia, e no 2° momento: uma experimentação de uma coreocena de Dança envultada em história em quadrinhos, que tem como mote ignitivo o Marcador de Africanidade - Estética (Afrofuturista). A fim de refletir sobre as possibilidades pedagógicas e de coreocenas na Dança com perspectivas futuristas que não necessitam da autorização da branquitude nem de pautas do colonizador para existirem na prática. Pelo fato da ausência de estudos que caracterizam o tipo de ação que se estabelece aqui, um fazer investigativo ao modo de ser negro no mundo, ou seja, coletivo, espiritual, ancestral, holístico, cosmopercebido, faz-se necessário a proposição de novas metodologias/técnicas de pesquisas acadêmicas, sendo aqui identificada pela abordagem “Negr.Ação”. Banha-se nos ensinamentos dos ancestrais: Amadou Hampâté Bâ (1981), Amélia Conrado (2006), Petrônio Domingues (2006), Adilbênia Freire (2014), Sandra Petit (2015), Marilza Oliveira da Silva (2016), Nilma Lino (2012, 2018), Jadiel Santos (2018), Katiúscia Ribeiro (2019), Bruno de Jesus (2020), Fábio Kabral (2021), Lau Santos (2022), Muniz Sodré (2023), entre outres. Os resultados da pesquisa almejam a disponibilização de um dispositivo-científico comunicável para professores-artistas-pesquisadores das artes, engajades em cumprir a lei 11.645/08, assim como a materialização de um resultado artístico disruptivo do que seja considerado “obra de dança”.