De Exú a Xangô: quem nos protege? a depredação do patrimônio afro-brasileiro no espaço público da cidade de Salvador – Bahia (2012 – 2022)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Santos Júnior, Marivaldo dos lattes
Orientador(a): Trindade, Cláudia Moraes lattes
Banca de defesa: Peixinho, Franklim da Silva lattes, Mattos, Nelma Cristina Silva Barbosa de, Trindade, Pedro Moraes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Estudos, Pesquisas e Formação em Políticas e Gestão de Segurança Pública (PROGESP)
Departamento: Faculdade de Direito
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/40069
Resumo: Em uma encruzilhada de caminhos, são revelados os notáveis símbolos urbanos do patrimônio religioso de matriz africana na cidade de Salvador-Bahia, tais como o Busto de Mãe Gilda, Conjunto Escultórico Oxóssi e Mãe Stella de Oxóssi, Busto de Mãe Runhó, Medalhão de Mãe Caetana, Orixás do Dique, Pedra de Xangô, Parque Metropolitano Lagoa e Dunas do Abaeté e Parque São Bartolomeu. Esses símbolos urbanos, ao ocuparem o espaço público com ritos e sacralidade, perpetuam o legado ancestral religioso, mantendo viva e resistente a cosmovisão afro-diaspórica. Contudo, esses símbolos urbanos enfrentam desafios, principalmente atos depreciativos alimentados pela engrenagem do racismo religioso. A obtenção dos objetivos e resultados desta pesquisa envolveu uma revisão da literatura, explorando a interação entre o patrimônio religioso de matriz africana e os espaços compartilhados na cidade. Além disso, foi realizada uma pesquisa de campo para mapear os símbolos urbanos do patrimônio religioso de matriz africana no espaço público da cidade, aliada a uma análise documental sobre os patrimônios, bem como, dos recortes jornalísticos no período de 2012 a 2022, que focaram nas preocupantes ocorrências de depredação que afetam essas espacialidades étnico-religiosas. Em conclusão, este estudo proporciona uma compreensão aprofundada da transformação do espaço público em Salvador. Reflete e concretiza a histórica luta das religiões de matriz africana pelo direito ao culto e à liberdade religiosa, não apenas nos espaços conhecidos como Terreiros, mas também em outros locais da cidade.