Tap(a) na cara: mulheres negras na dança tap e suas histórias brilhantes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Gori, Ana Luiza de Castro Leite lattes
Orientador(a): Ferraz, Fernando Marques Camargo
Banca de defesa: Ferraz, Fernando Marques Camargo, Conrado, Amélia Vitória de Souza, Quirino, Kelly Tatiane
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Dança (PPGDANCA)
Departamento: Escola de Dança
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41230
Resumo: Este estudo é dignificante, retrata com respeito, amor e verdade as mulheres negras na dança tap, incluindo eu mesma. Muitas, para não dizer em sua maioria mulheres sem rosto, sem nome, sem história, mas que, em busca, achei seus rastros, seus legados, suas presenças vivas junto à minha. A dança tap fundamentada em berço africano e diaspórico e sedimentada pelo matriarcado e filosofias relacionadas que serão discutidas neste estudo, como o Mulherismo Afrikana (Weems, 2020), a construção de gênero (Oyěwùmí, 2021), o patriarcado branco heterossexual e como essas instituições perpassam a vivência das mulheres negras e suas mulheridades. Este trabalho reflete a indignação de meus anos de prática da dança tap, cuja trajetória foi forjada em apagamentos, mas que, como característica primordial da mulher negra, eu soube trilhar o caminho que me levou a prosperar. Ao descobrir em minha pesquisa outras mulheres negras nesse fazer fui ganhando força para utilizar formas de escritas pautadas em fabulação (Hartman, 2022), deboche, ironia (Paixão e Santos, 2017), a malandragem (Santos, 2020) e um outro pensamento do que virá, o afrofuturismo (Freitas, 2015 e Womack, 2013). O caminho escolhido na encruzilhada entre África e Europa encontrou comprovadamente a dança tap sendo formada na negritude, muito antes de qualquer encontro com outros povos ditos contemporâneos. Histórias serão contadas pois nós as contaremos, nós seremos as vozes de um tempo que existiu, existe e existirá. As mulheres negras banhadas em seus saberes, constituíram, mantiveram e fincaram os seus pés no melhor ritmo das suas vidas que hoje chamamos tap.