Itagravura: da pedra entalhada à história gravada

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Soares, Artur de Andrade lattes
Orientador(a): Costa, Roaleno Amancio
Banca de defesa: Oliveira, Paulo Roberto Ferreira, Cardoso, Ricardo Guimarães, Costa, Roaleno Amancio
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV )
Departamento: Escola de Belas Artes
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41586
Resumo: A presente dissertação, desenvolvida no Mestrado em Artes Visuais da Escola de Belas Artes do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Bahia, aborda o percurso do artista Artur Soar, na concepão e experimentação da técnica da gravura sobre a rocha ardósia da Chapada. A escolha metodológica prioriza o relato de experiência, que se inicia com as primeiras infuências artísticas no seio da família, na região da Chapada Diamantina, por meio do legado do uso artesanal dessa rocha. Como objeto de estudo, a pedra é apresentada à academia como suporte para a expressão artística para além do sentido utilitário que lhe tem sido atribuído. A gravura foi utilizada como método para originar imagens, a partir de uma investigação sobre as propriedades da ardósia da Chapada como matéria-prima e sua viabilidade como matriz para impressão de uma novamodalidade gráfica de origem brasileira, aqui nomeada de itagravura. O autor ampara-se em referências como Fayga Ostrower ao refletir sobre o seu processo criativo em um diálogo que contempla desde a arte rupestre à arte engajada com as causas sociais e políticas, epermeado pelo impacto da pandemia. Uma narrativa que parte da relação entre o artista pesquisador e o legado sua família e da sua região profundamente marcada pelas expressões da geologia. Neste percurso, o artista transita em linguagens múltiplas no campo visual propiciado pela gravura, tanto em pedra como em madeira e linóleo, e que transcende a pesquisa em exposições, publicações literárias e até na criação de uma galeria no interior do Estado.