Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Carvalho, Volnei Magalhães |
Orientador(a): |
Gama, Gustavo Ribeiro da |
Banca de defesa: |
Lima, Luciano Rodrigues,
Scheyerl, Denise Chaves de Menezes,
Oliveira, Irenilza Oliveira e |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Instituto de Letras
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Língua e Cultura
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/29164
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Resumo: |
Esta pesquisa teve como base teórica os estudos que abordam a questão das relações entre o processo de ensino-aprendizagem de língua estrangeira e a formação da identidade. Essas relações estabelecem-se como consequência de ser esse processo bastante fecundo como agente desestabilizador de referentes culturais e incidem geralmente sobre três pilares que ajudam a compor aqueles referentes: a dimensão afetiva do sujeito, a dimensão cognitiva e a que orienta as relações sócio-culturais. O autor procedeu a uma revisão dos trabalhos mais recentes que investigaram o tema no Brasil e foi capaz de relacioná-lo a uma série de questões que, então, passaram a compor um pano de fundo para a análise dos dados. É por isso que encontramos neste trabalho a problematização da identidade por várias vias que comparecem no rastro da experiência de aprender uma língua estrangeira com as características que o inglês possui na contemporaneidade: cenários compostos por entusiasmo e desânimo em relação ao aprendizado; o papel que a LE desempenha na formação de referenciais culturais para os sujeitos; a perda relativa de espaço para a LM e as diversas formas de os sujeitos lidarem com isso; o questionamento em torno dos comportamentos influenciados pela experiência de aprender inglês; o discurso que oferece indícios de que a LE já é parte estruturante da identidade dos sujeitos. O autor é professor do sistema público de ensino e trabalhou com informantes do Ensino Médio, todos eles seus próprios alunos em uma escola da periferia de Salvador, Bahia. Para a formação do corpus foram utilizados instrumentos etnográficos típicos da pesquisa qualitativa, como questionário, entrevista e notas de campo. Além desses, o professor-pesquisador também fez uso de instrumentos menos frequentes, como narrativa sobre a história de aprendizagem da LE e comentários dos sujeitos sobre uma coleção de crenças. O processo de coleta dos dados deu-se ao longo de um ano letivo. A análise dos dados seguiu uma orientação interpretativa e os resultados alcançados dão conta de um corpus discursivo no qual o processo formal de aprendizagem de inglês produz enunciados que apontam para o repensar de referências culturais e a reformulação da identidade, mesmo em um contexto de aprendizagem marcado pelas limitações do sistema público. |