“O jardim dos caminhos que se(me) bifurcam”: sobre estética da existência, territórios e devaneios de um professor-artista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Melo, Paulo Henrique Reis lattes
Orientador(a): Pretto, Nelson De Luca lattes
Banca de defesa: Moraes, Giselly Lima de lattes, Viana, Ana Maria de Amorim lattes, Bezerra, Herlon Alves lattes, Pretto, Nelson De Luca, Cunha, Marlécio Maknamara da Silva
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) 
Departamento: Faculdade de Educação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41257
Resumo: Nestes tempos, marcados por diversas crises que afetam intensamente indivíduo e sociedade (crise climática, econômica, geopolítica, humanitária) é preciso, em alguma medida, resgatar as forças que conduzem o sujeito ao “fazer-se”, ao “tornar-se” no campo da experimentação, da expressão, da criação, dionisiacamente, como uma subjetividade movente que se vai metamorfoseando, forjando-se ao estilo de uma obra de arte. É, então, a partir da própria experiência, do poder de si sobre si, que se pode proceder a um exercício de autoconstrução, conduzido por uma ética ou estética do cuidado de si ou uma estética da existência, que pode ser vista como um modo de entender a construção da subjetividade e a prática de viver esteticamente, que implica uma resistência à conformidade e a busca por formas autênticas de existir. Nesse contexto, partimos da pressuposição de que o exercício frequente da transversalidade do conhecimento a partir de práticas que conduzam o sujeito ao campo da experimentação, podem contribuir para a formação de um ser mais sensível ou, pelo menos, abrir possibilidades outras à inventividade, a novos paradigmas estéticos e à transformação do cotidiano escolar. Poderia indagar-se se os transbordamentos entre arte e educação nas práticas de um professor-artista seriam fundantes de uma estetização da vida, a partir dos engajamentos criativos no teatro, no cinema e na escola; poderia ainda se questionar sobre o que faz tais transbordamentos para a forja de modos de ser sujeito nas práticas artístico-pedagógicas ao longo de uma vida; ou sobre que marcas foram deixadas por processos formativos, nesses territórios que habita, atravessados por afetos e intensidades. Entretanto, para essa pesquisa-formação, que transita na confluência entre cartografia e autobiografia, formulou-se a seguinte questão: que processos formativos e modos de ser sujeito contribuem para a estetização da existência de um professor-artista em seus territórios existenciais? Para responder a essa questão, objetivou-se, de modo geral, refletir sobre processos formativos e modos de ser sujeito que contribuem para a estetização da vida de um professor-artista em territórios existenciais por ele habitados. Especificamente, foi necessário identificar e analisar os significados que marcam a experiência do sujeito em seus processos artístico-pedagógicos e discutir processos de subjetivação que formam o professor-artista a partir de textos e imagens dos seus contextos de atuação. Seguiu-se a pesquisa (trans)bordando o jardim ou os desertos do existir, com Foucault (2022a; 2022b), para desenhar uma estética da existência; com Guattari (2012), para vislumbrar novos paradigmas estéticos; Larrosa (2002) para construir notas sobre a experiência; com Rolnik (2016;1998), para habitar territórios existenciais e exaltar a antropofagia, além de outros antropófagos que nos unem. Para cumprir o desafiador exercício da jardinagem, do artesanato, do bordado com palavras em retalhos de texto; para alinhavar os furos e preencher os rasgos existenciais de sujeitos em desassossego, fomos construindo colchas de retalhos em imagens que denominamos painéis-rizoma.