Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Santos, Thárcio da Paixão
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Orientador(a): |
Roriz, Anna Karla Carneiro
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Banca de defesa: |
Roriz, Anna Karla Carneiro
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Souza, Jonas Gordilho
,
Barros Neto, João Araújo
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Alimentos, Nutrição e Saúde (PGNUT)
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Departamento: |
Escola de Nutrição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41300
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Resumo: |
Introdução: Fragilidade é definida como um estado de vulnerabilidade fisiológica em que o organismo não consegue responder a eventos estressores. Essa condição clínica está relacionada a desfechos adversos e a identificação dos fatores associados a manifestação da fragilidade é importante para explicar a sua gravidade. Objetivo: identificar os possíveis fatores associados à fragilidade em pessoas idosas assistidas ambulatorialmente em um serviço público no Nordeste do Brasil. Método: estudo transversal, desenvolvido pelo Centro de Estudo e Intervenção na Área do Envelhecimento (CEIAE), da Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com pessoas idosas dos ambulatórios de Nutrição e de Geriatria de um hospital universitário. A síndrome da fragilidade foi identificada na presença de pelo menos três dos seguintes critérios: perda de peso involuntária, fraqueza exaustão, redução na velocidade da marcha e baixo nível de atividade física. Co-variáveis: sociodemográficas (sexo, idade, escolaridade, renda familiar), dados de saúde (doenças crônicas e medicamentos), hábitos de vida (fumo e consumo de bebidas alcoólicas), dados antropométricos (índice de massa corporal, circunferência da cintura e circunferência da panturrilha) e capacidade funcional. Foi realizada uma análise de regressão logística multivariada. Resultados: os dados serão apresentados atendendo ao objetivo específico de identificar os fatores associados à fragilidade em pessoas idosas pretas e pardas. Foram avaliadas 150 pessoas idosas, sendo 126 pretas/pardas, com média de idade de 72,83 anos (± 8,96), sendo a maioria do sexo feminino (75,4%). A prevalência de fragilidade foi de 23,0%, e essa condição foi associada a idade avançada (44,8%), doença cardiovascular (24,1%), quedas (41,4%) e circunferência da panturrilha (41,4%). Indivíduos com idade > 80 anos(OR=4,6; IC 95%: 1,46-14,51), presença de doenças cardiovasculares (OR=6,7; IC 95%: 1,80-24,92) e capacidade funcional reduzida (OR=10,3; IC 95%: 1,24-85,73) apresentaram mais chance de terem fragilidade. Conclusão: Este estudo evidenciou uma alta prevalência de fragilidade em pessoas pretas e pardas e observou-se maior chance de desenvolver a fragilidade para os que tinham idade avançada, doença cardiovascular e declínio funcional. |