Nelson Maleiro, o gigante de Bagdá - apropriação cultural e ressignificação do orientalismo no carnaval de Salvador

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Nascimento, Dante Matisse lattes
Orientador(a): Moura, Milton Araújo
Banca de defesa: Moura, Milton Araújo, Baldaia, Fábio Peixoto Bastos, Severino, José Roberto
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (Poscultura) 
Departamento: Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos - IHAC
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41061
Resumo: Entre os anos 1950/60, quando o Trio Elétrico ainda não era a atração principal do Carnaval de Salvador, os blocos orientalistas Mercadores de Bagdá e Cavalheiros de Bagdá, formados em sua maioria por foliões negros, recriarem um Oriente lúdico na avenida inspirados pelo cinema norte-americano e inglês. Elementos da iconografia fílmica, a exemplo da indumentária e de imagens-chaves como deserto, camelos, elefantes e lâmpadas mágicas, foram ressignificados por essas agremiações com base nas suas próprias realidades sociais, mas também no poder da alteridade, inscrevendo uma nova identidade, onde a figura representativa do árabe se comporta metaforicamente como o outro (negro) do outro (branco). Assim encenado pelo Gigante de Bagdá, personagem criado pelo Carnavalesco e músico Nelson Maleiro, protagonista na produção de carros alegóricos e na fabricação de instrumentos percussivos. Embora se caracterize como um discurso colonial, o orientalismo no Carnaval soteropolitano, então, foi rearticulado, como mostra a análise de conceitos do campo da cultura, como hibridismo, ambivalência e estereótipo, engendrando novos sentidos àquele sistema alegórico.