Breves notas acerca da ontologia em Marx: gênese, resolução positiva, seus reflexos no complexo do trabalho

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Ferreira, Ronaldo Ribeiro
Orientador(a): Balanco, Paulo Antônio de Freitas
Banca de defesa: Filgueiras, Luiz Antônio Mattos, Moura, Mauro Castelo Branco de
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Faculdade de Economia
Programa de Pós-Graduação: Mestrado em Economia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/14567
Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar em termos gerais a possibilidade de interpretação dos escritos marxistas como um conjunto de delineamentos ontológicos acerca do ser social, em consonância com a vertente lukácsiana do marxismo ocidental. Para atingir tal objetivo, apresenta um breve volteio histórico sobre os descaminhos do pensamento ontológico ao longo da história da filosofia de modo a sustentar a tese de Chasin (2011) de que o pensamento marxista é a única elaboração coerentemente ontológica já apresentada. Em seguida, analisa a origem de tal formulação nos escritos do filósofo alemão, encontrando nesse percurso, três grandes rupturas com o pensamento gnosiológico. A partir disso, discorre sobre as implicações ‗metodológicas‘ oriundas de tal fundamentação ontológica, do qual derivam os procedimentos objetivos para a análise científica dos objetos de origem social. Uma vez executado esse percurso, procura-se então, através do escrutínio da análise de Lukács (2004) acerca da peculiaridade ontológica do complexo do trabalho exemplificar como tal ontologia marxista é efetivamente posta em prática. Por fim, o presente trabalho conclui que o conjunto de suposições ontológicas é que fundamenta a postura humanista radical, tão cara ao seu pensamento e que, exatamente por afastar-se de posições gnosiológicas subjetivistas, situa-se além dos estreitos limites históricos específicos da sociedade do capital. Deste modo, argumenta-se que somente um retorno consistente e fiel à ontologia – conforme Marx – pode representar, teórica e praticamente, a superação dos estreitos limites da cientificidade sob os imperativos da sociedade capitalista.