Encontro entre as práticas Afonjá e Sergipe: o papel do espaço na estabilização do Ilé Àse Òpó Osogunlade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Santos Barbosa, Andréa Rosane lattes
Orientador(a): Rabelo, Míriam Cristina Marcilio lattes
Banca de defesa: Rabelo, Míriam Cristina Marcilio lattes, Cardoso, Vânia Zikan lattes, Parés, Luís Nicolau lattes, Lima, Fábio Batista lattes, Cardel, Lídia Maria Pires Soares lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais (PPGCS) 
Departamento: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/39328
Resumo: A tese é um estudo sobre a fundação e inserção de um terreiro Ketu, o Ilé Àse Òpó Osogunlade, na cidade sergipana de São Cristóvão. O terreiro é fundado e dirigido por Reginaldo Daniel Flores, membro da família Daniel de Paula, há duzentos anos uma das famílias mantenedoras do culto nigeriano de egúngún (ancestral) na ilha de Itaparica, Bahia. Além disso, o pai de santo desse terreiro, passou a maior parte da sua infância sob os cuidados de mãe Senhora, Oxum Muiwá, terceira yalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, um terreiro centenário situado em São Gonçalo do retiro, em Salvador. Apoiada em entrevistas e numa pesquisa etnográfica, o trabalho explorou modos alternativos de percepção espacial. Procurou-se,dessa forma, interrogar a potencialidade política da instalação de um terreiro, que tipos territoriais o movimento de fixação conecta, desconecta e que permanecem latentes enquanto alianças possíveis. Para isso, o estudo se apoiou, principalmente no trabalho de dois autores: a geógrafa Doreen Massey e o antropólogo Tim Ingold. Buscou-se, desse modo, sustentar a ideia de que os deslocamentos, chegada e instalação territorial não percorrem um mundo já preestabelecido. Em vez disso, eles resultam do encontro promovido pelo movimento. Trata-se de valorizar a multiplicidade de práticas, afro-religiosas ou não, que instauram e transformam a qualidade do lugar.