Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Bulhosa, Laiane Ferreira |
Orientador(a): |
Melo, Stella Maria Barrouin |
Banca de defesa: |
Godoy, Ana Leonor Pardo Campos,
Peixoto, Tiago Cunha,
Damasceno, Karine Araújo |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia
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Programa de Pós-Graduação: |
Pós-graduação em Ciência Animal nos Trópicos
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/31787
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Resumo: |
O tumor venéreo transmissível (TVT) é uma doença neoplásica de células redondas que afeta principalmente o sistema genital de cães. A vincristina é considerada a droga de primeira escolha no tratamento, no entanto, nos últimos anos, vários casos de resistência foram relatados, bem como múltiplos efeitos colaterais causados por essa droga. Portanto, o uso de novos medicamentos ou novas combinações tem sido estudado, como a associação de vincristina e ivermectina (que é um fármaco que funciona como um inibidor da glicoproteína-P), buscando reduzir os efeitos colaterais da vincristina. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficiência da combinação de vincristina e ivermectina no tratamento de cães naturalmente infectados com TVT. Também avaliamos a duração do tratamento, o número de aplicações de quimioterapia e os efeitos colaterais causados por este protocolo quimioterápico. Quarenta e um cães naturalmente infectados pelo TVT foram tratados no HOSPMEV-UFBA durante um período de 19 meses. Dentro destes quarenta e um, realizamos um estudo experimental com vinte animais. Foram alocados dez cães em dois grupos, aleatoriamente: o grupo controle (G-Vin) (n = 10) foi tratado apenas com vincristina a cada sete dias na dose de 0,5 mg / m² IV, e o grupo experimental (G-Iv/Vin) (n = 10) foi tratado com vincristina em a mesma dosagem e intervalo, juntamente com ivermectina SC, em torno de 24-48 horas antes da administração de vincristina, a cada quinze dias. Todos os cães foram acompanhados semanalmente por exame clínico, hemograma completo e análise citológica até o desaparecimento do tumor. No G-Vin 3 (3/10) dos cães apresentavam tumor do tipo linfocitoide, 2 (2/10) apresentavam tumor do tipo misto e 5 (5/10) apresentavam tumor do tipo plasmocitoides; no G-Iv/Vin 1 (1/10) apresentou tumor tipo linfocitoide, 3 (3/10) do tipo misto e 6 (6/10) do tipo plasmocitóide. Não houve diferença entre o tempo do tratamento entre os dois grupos (p = 0,48) e as doses necessárias de vincristina para remissão total do tumor (p = 0,80). No entanto, em cães do G-Vin, houve uma queda significativa nos valores de leucócitos totais quando comparados antes e após o tratamento, o que não ocorreu com os cães do G-Iv/Vin. Concluímos que existem benefícios terapêuticos da associação da ivermectina à vincristina para o tratamento do TVT, uma vez que houve redução da citotoxicidade do protocolo com a associação dos dois fármacos, não comprometendo o sucesso do tratamento. Sugerimos novos estudos, com maior número de animais, avaliar diferença estatística entre os grupos. |