Associações da fadiga e dependência funcional com aspectos do componente mental da qualidade de vida em pacientes tratados cronicamente por hemodiálise: estudo Prohemo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Peredo, Gabriel Brayan Gutiérrez
Orientador(a): Lopes, Antonio Alberto da Silva
Banca de defesa: Miranda-Scippa, Ângela Marisa de, Almeida, Antônio Raimundo Pinto de, Jesus, Pedro Antonio Pereira de, Lopes, Antônio Alberto da Silva
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Faculdade de Medicina da Bahia
Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Medicina e Saúde
Departamento: Não Informado pela instituição
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/27094
Resumo: RESUMO FUNDAMENTOS E OBJETIVO Dependência funcional e fadiga são altamente prevalentes em pacientes em hemodiálise de manutenção (HDM). Este estudo investigou associações da dependência funcional e fadiga com aspectos do componente mental de qualidade de vida em HDM. MÉTODOS Desenho de estudo - Coorte transversal usando dados da linha de base de 243 pacientes em HDM atendidos em duas clínicas do estudo em curso PROHEMO em Salvador, BA, Brasil. Variáveis preditoras: Dependência funcional e fadiga. Variáveis evento: Escore do Sumário do Componente Mental (MCS) e respostas para duas questões relacionadas com sintomas depressivos. Instrumentos de pesquisa: Versão Brasileira do Kidney Disease Quality of Life Short Form (KDQOL-SF) foram utilizados para os escores do MCS. Adicionalmente, os pacientes foram questionados sobre quanto tempo nas últimas quatro semanas eles sentiram: (1) “tão para baixo que nada conseguia animá-lo?” e (2) “desanimado e deprimido?”. As respostas variaram de “nenhum momento” a “todo o tempo”; “nenhum momento” foi considerado como baixa probabilidade de depressão. A versão Brasileira do “Chalder Fatigue Questionnaire” foi usada para categorizar a fadiga como “ausente/leve” (escore <4 pontos, n=68) ou “moderada/grave” (escore ≥4 pontos, n = 169). As versões em português do questionário de atividade básica da vida diária (ADL) de Katz et al e do questionário de atividades instrumentais da vida diária de Lawton & Brody foram utilizadas para avaliar dependência funcional. O escore da dependência funcional foi determinado pela soma das pontuações ADL e IADL. A dependência funcional foi classificada como “independente” (escore = 13, n = 82), “moderada” (escore = 11- <13, n = 110) ou “altamente dependente” (escore <11, n = 47). Análise dos dados: Regressão linear foi usada paras associações de dependência funcional e fadiga com escores do MCS e regressão logística para associações com as respostas para as questões dos sintomas de depressão. RESULTADOS A média de idade dos pacientes foi de 51,4±12,4 anos; 58% masculino. Na análise ajustada para comorbidades, variáveis sociodemográficas e comorbidades (exceto psiquiátricas), o escore do MCS foi menor para aqueles que relataram dependência funcional; diferença -5,1 (intervalo de confiança (IC) 95% -10,0, -0,1) comparando altamente dependente com independente. Na análise extensivamente ajustada, os pacientes que referiram fadiga moderada/grave apresentaram MCS muito menor do que aqueles com ausência ou baixo grau de fadiga (diferença -8,7, IC 95% -12,0, -5,3). Pacientes com algum grau de dependência funcional (em comparação com independência) referiram mais frequentemente “tão baixo que nada poderia animá-los” (razão de chances ajustada = 2,46, IC 95% = 1,21, 4,98) e “desanimado e deprimido” = 3,0, IC 95% = 1,4, 6,1). Os padrões das associações entre perguntas fadiga e respostas para as duas questões relacionadas à depressão foram semelhantes aos padrões das associações observadas para dependência funcional. Conclusões: Os resultados do presente estudo sugerem que a presença de dependência funcional e fadiga têm efeitos prejudiciais para a saúde psicológica dos pacientes em HDM. No entanto, como o estudo é observacional, não é possível confirmar se as associações observadas são causais. Os resultados chamam a atenção para a necessidade de intervenções eficazes para reduzir a carga psicológica de dependência funcional e fadiga de pacientes em HDM.