Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Santos, Roseclea Chagas dos
 |
Orientador(a): |
Melo, Stella Maria Barrouin |
Banca de defesa: |
Melo, Stella Maria Barrouin,
Silvestre, Ricardo Jorge Leal,
Pinho, Flaviane Alves de |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
|
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos (PPGCAT)
|
Departamento: |
Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41062
|
Resumo: |
A resposta inflamatória crônica sistêmica determina manifestações clínicas da doença renal e ocular na leishmaniose canina (LCan) causada por Leishmania infantum. Considerando a hipótese de que as lesões oftálmicas e renais resultantes da inflamação associada à deposição vascular de imunocomplexos circulantes podem ter equivalências entre si, o presente estudo consistiu na avaliação comparativa dos achados clínicos e histopatológicos em cães com diferentes estadios clínicos de LCan naturalmente adquirida. Assim, o objetivo do estudo foi determinar a presença e possível equivalência de alterações histológicas em rins e olhos de cães com LCan e relação com a gravidade do quadro clínico. Foram estudados 15 cães de áreas endêmicas para transmissão zoonótica de L. infantum, cuja infecção foi confirmada por meio de reação em cadeia da polimerase (PCR) em amostras de medula óssea e/ou aspirados esplênicos. Os cães foram avaliados por exame físico e patologia clínica, classificados em estadios clínicos de I a IV, segundo os critérios descritos pelo grupo internacional LEISHVET, e divididos em dois grupos experimentais. O Grupo 1 (G1=doença discreta moderada) foi composto por sete cães em estadios I e II de LCan e cujas amostras biológicas foram cedidas por outro grupo de pesquisa após eutanásia; o Grupo 2 (G2 = doença grave terminal) foi composto por oito cães em estadios III e IV, que haviam sido tratados para LCan mas evoluíram para óbito natural por agravamento do quadro clínico ou foram submetidos à eutanásia devido a doença intratável e prognóstico desfavorável. Fragmentos de rins e bulbos oculares foram colhidos e processados para análise histopatológica por microscopia óptica. As lesões presentes em rins e olhos foram categorizadas em gradações de 1 a 4 segundo critérios de intensidade das alterações histológicas. As análises dos achados nos tecidos renais demonstraram que houve diferença estatística entre os grupos quando analisados os escores de espessamento da membrana basal (p= 0,026), presença de depósitos em glomérulos (p= 0,016), necrose epitelial (p= 0,020), dilatação tubular (p= 0,003) e fibrose intersticial (p= 0,04), tais lesões foram mais intensas e frequentes nos cães do G2. A soma dos escores de todas as alterações histológicas renais também foi maior no G2 (p = 0, 002) do que no G1. O exame dos globos oculares evidenciou que a uveíte foi a alteração mais comumente ix observada, presente em 80% (12/15) dos casos. Houve diferença estatística entre os grupos quando analisados os escores de retinite (p= 0,019), que foi mais intensa e frequente no G1 do que no G2. A soma dos escores de todas as alterações histológicas oculares também foi maior no G1 (p = 0,033), animais que em nenhum momento foram tratados, comparativamente aos cães do G2, grupo com estadios mais avançados da doença e com histórico de tratamento prévio para LCan. Os achados de menor frequência de oftalmopatias e maior frequência de lesões renais no grupo de cães que evoluiu para doença grave mesmo após histórico de tratamento sugere que a terapêutica pode ter sido efetiva para reduzir a doença oftálmica, mas não para a doença renal associada à LCan. |