Trabalho multi profissional em Saúde da Família no interior do Estado do Amazonas: relações de poder na perspectiva arendtiana
Ano de defesa: | 2010 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Ciências Farmacêuticas Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Saúde, Sociedade e Endemias na Amazônia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/4554 |
Resumo: | A Estratégia Saúde da Família é uma reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Segundo Arendt, a convivência entre os seres humanos é condição indispensável para que o poder exista, e possuem papéis sociais, que têm certa aparência aos demais. Desta idéia vem um conceito fundante no pensamento arendtiano: o Espaço de aparência, que se trata da reunião de seres humanos frente à uma finalidade.. Objetivo -levantar as relações de poder entre as categorias profissionais e suas implicações para o trabalho em equipe na ESF no interior do Estado do Amazonas, com base no modelo explicativo de relações de poder defendidos por Hannah Arendt. Métodos - pesquisa qualitativa com enfoque hermenêutico-dialético. Para coleta de dados aplicaram-se a técnica de Grupo focal e entrevistas individuais semiestruturadas com os profissionais de saúde da ESF nos municípios de Manacapuru, Parintins, Coari e São Gabriel da Cachoeira no interior do Estado do Amazonas. Também foram realizadas entrevistas com gestores a fim de captar o processo organizacional da ESF nos municípios. A análise foi pautada na hermenêutica-dialética Resultados - na prática o trabalho em equipe apresenta fragilidade, as articulações das ações são fragmentadas e com pouco envolvimento do odontólogo, o profissional enfermeiro com líder da equipe por imposição dos gestores, cada profissional exerce sua função de forma isolada, não compartilhada., O Poder não ocorre de forma compartilhada com coresponsabilidade nas ações de promoção de saúde e ausência de trabalho em equipe, grande rotatividade dos profissionais, pressão política dos gestores sobre a equipe, escassez de insumos e recursos humanos, falta de capacitação para o trabalho em equipe, relação interpessoal favorável, porém existe competição entre os profissionais.Há o distanciamento do preconizado para o que é efetivamente realizado trazendo descrédito a ESF. Conclusão Espera-se que este trabalho venha proporcionar uma reflexão do espaço de aparência que está sendo produzido na ESF, visualizando o discurso, legitimada pelas portarias que regem o SUS e pela Constituição Federal, com a ação, que é a prática exercida pela gestão, equipe de saúde e usuário do SUS com compartilhamento das responsabilidades. |