Em busca da “terra prometida”: cotidiano e memória de trabalhadores rurais do projeto Jatapu (1970-2014)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Silva Neto, Manoel Aires da
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/4822836649685467
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Humanas e Letras
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em História
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/3990
Resumo: Este trabalho faz uma reflexão sobre os sentidos sociais e históricos do processo de deslocamento de trabalhadores rurais sem terra de outras regiões do país e da própria Amazônia para as margens da rodovia Perimetral Norte, a partir do início dos anos 1970, quando da implantação de programas de construção de estradas e de colonização na região. Assim, aproveitando-se da rede rodoviária construída durante os governos militares, cuja espinha dorsal era a Transamazônica, seguida de outros importantes eixos rodoviários como a Cuiabá-Santarém, BR-174 e Perimetral Norte – recorte espacial da pesquisa –, o deslocamento de tais sujeitos fazia parte de um movimento bem mais amplo, cujo objetivo, segundo o discurso oficial, era ocupar espaços considerados “vazios” na Amazônia. Entretanto, no decorrer das quatro décadas de presença destes sujeitos naquele espaço, estratégias individuais e coletivas veem sendo adotadas no sentido de superar as adversidades, os conflitos e enfrentamentos cotidianos. Para tanto, fez-se necessário dialogar com fontes documentais, fontes bibliográficas, fotografias, fontes jornalísticas e, principalmente com as fontes orais e a memória, sobretudo a partir das reflexões de Alessandro Portelli, que entende a história oral como um campo de possibilidades e a memória como um processo ativo de criação de significados.