Verificação da presença dos HPAs derivados do petróleo em águas dos rios Coari e Solimões, no município de Coari/Am
Ano de defesa: | 2023 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Biológicas Brasil UFAM Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9603 |
Resumo: | A exploração de petróleo vem crescendo em vários países a cada ano, em 2020 a exploração rendeu 1,73 trilhões de barris no mundo. Com o avanço da exploração de petróleo em offshore do pré-sal brasileiro, o Brasil alcançou em 2015 a 15ª posição no ranking mundial das reservas petrolíferas, os avanços também vêm ocorrendo nas reservas do Estado do Amazonas. Em 2017 as reservas do Urucu, tornou-se a maior produtora de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) do Brasil. Na proporção que cresce a exploração de petróleo no mundo, também aumenta o risco de pequenos e grandes acidentes ambientais com esse produto. Nos primeiros meses de 2019, o Brasil registrou vários derramamentos de óleo cru na região offshore brasileira. O derramamento de uma pequena quantidade de óleo no ambiente aquático é capaz de gerar grandes danos a toda vida aquática. O petróleo tem dezenas de milhares de compostos, entre eles estão os Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs), no petróleo eles estão dispostos em pequenas quantidades, porém seus níveis de toxicidade são elevados. Entre os HPAs, 16 foram classificados como compostos bioacumuladores, tóxicos e carcinogênicos. O objetivo desse trabalho foi verificar a presença de HPAs derivados do petróleo nas águas dos rios Coari e Solimões, próximo à sede do município de Coari. As primeiras amostras de água foram coletadas no mês de novembro de 2021, período de seca dos rios. A segunda coleta aconteceu no período de cheia, no mês de julho de 2022. Os parâmetros físico-químicos analisados nessa pesquisa foram o pH, temperatura, turbidez, condutividade, cor verdadeira e cor aparente. Os HPAs em estudo nesse trabalho, foram limitados aos compostos deuterados presente no padrão SV Mix Restewk contendo, naftaleno-d8, acenaftileno-d10, fenantreno-d10, criseno-d12 e perileno-d12 dissolvido em diclometano. Os parâmetros físico-químicos analisados nas amostras de água estão em sua maioria em conformidades com a resolução CONAMA de nº 357, de 17 de março de 2005, estabelecidos para águas de classe 2. As análises qualitativas das amostras em CG/MS, não apresentaram a presenças dos HPAs em estudo. Mesmo sem a presença dos HPAs nessas análises e os paramentos físico-químicos estarem em sua maioria em conformidade com a resolução brasileira, é de suma importância mais estudos na região da petrolífera do Urucu, por ser uma área com grande risco de um desastre ambiental. |