mpacto das Metaloproteinases de Matriz, Inibidores Teciduais e Mediadores Imunológicos Solúveis Circulantes no Processo Inflamatório de Pacientes Vímas de Acidente Botrópico na Amazônia Brasileira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, Cristiano Oliveira da
Outros Autores: https://lattes.cnpq.br/6759920556271949
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Biológicas
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Imunologia Básica e Aplicada
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10733
Resumo: A serpente Bothrops atrox (B. atrox) é responsável por grande parte das notificações de acidentes ofídicos na região norte do Brasil. A reação inflamatória desencadeada pelo veneno é responsável pelos sinais clínicos, com efeitos locais e sistêmicos observados nos pacientes, além da sua classificação em leve, moderado e grave. O remodelamento da matriz extracelular (MEC) nesses acidentes é regulado por enzimas proteolíticas como as metaloproteinases de matriz (MMPs), podendo ser influenciado pelo processo inflamatório. Nesse estudo, avaliamos pela primeira vez o envolvimento das MMPs (MMP-1, MMP-2, MMP-7, MMP-9, MMP-10), TIMPs (TIMP-1, TIMP-2, TIMP-3 e TIMP-4) e mediadores inflamatórios (IL-1, IL-6, TNF-alfa IL-10, Il-2 e IL-4) em pacientes vítimas de acidente ofídico botrópico. Assim, realizamos um estudo observacional, longitudinal e prospectivo de pacientes que sofreram envenenamento botrópico e procuraram atendimento na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). A população de estudo (N=30) foi dividida em 2 grupos de acordo com os sinais e sintomas apresentados (leve e grave). A coleta de amostras de sangue periférico foi realizada em três momentos: antes da soroterapia (T0), durante (24h) e após a soroterapia (48h). O estudo contou com um grupo controle (N=20), composto por indivíduos que não sofreram acidente ofídico. A quantificação das moléculas citadas foi feita através da técnica de Luminex. Nossos resultados apontam que, nos pacientes, há uma resposta inflamatória complexa, com alterações hematológicas, como a leucocitose neutrolfílica a esquerda, que refletem a gravidade do quadro clínico. O aumento das citocinas IL-6 e IL-10 em comparação ao grupo controle, aliado à diminuição dos níveis de IL-1β, TNF, IL-2 e IL-4, sugere um perfil imunológico específico diante o envenenamento. A correlação entre os níveis de citocinas e metaloproteinases de matriz (MMPs) sugere que a resposta inflamatória inicial é uniforme entre os pacientes, independentemente da gravidade do envenenamento, mas que a MMP-10 pode servir como um biomarcador promissor para quadros graves. A elevação dos TIMPs indica uma resposta regulatória do organismo, enquanto a redução progressiva de MMPs e TIMPs , principalmente TIMP-1 no grupo Grave, aponta para uma adaptação fisiológica que estabiliza a inflamação e promove a recuperação tecidual. Esses achados ressaltam a importância do monitoramento de MMPs e TIMPs como biomarcadores de prognóstico e a necessidade de estratégias terapêuticas que considerem a complexidade da resposta imunológica, contribuindo para um manejo clínico mais eficaz.