A geodiversidade da faixa de meandro do Rio Tarauacá: a paisagem da fisiografia fluvial e a relação com o uso e ocupação do solo urbano de Envira - Amazonas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Marques, Madalena Epifânio
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/7915902043004422
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Geografia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
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Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10156
Resumo: Este estudo visa compreender e analisar a geodiversidade na faixa de meandro do rio Tarauacá, observando a paisagem da fisiografia fluvial e sua relação com o uso e ocupação do solo de Envira - Amazonas. A geodiversidade da paisagem, representada pela fisiografia fluvial do curso fluvial inferior do rio Tarauacá, demonstra as alterações ao longo do tempo e os processos decorrentes das atividades humanas em solo urbano, nos sistemas naturais e nos sistemas hídricos superficial e subterrâneo (poços de água). Além disso, são analisados os impactos das inundações devido à sazonalidade do rio Tarauacá. A delimitação do tema concentra-se na geodiversidade na faixa de meandro do rio Tarauacá, enfocando a paisagem da fisiografia fluvial e sua relação com o uso e ocupação do solo de Envira – Amazonas. A problemática deste estudo tem como premissa os processos (re)organizadores da paisagem pelo uso e ocupação do solo urbano sobre as Áreas de Preservação Permanente, os quais repercutem sobre outros elementos constituintes da geodiversidade, incluindo a fisiografia fluvial/geomorfologia fluvial do sistema fluvial Tarauacá. O objeto do estudo é a fisionomia da paisagem da fisiografia fluvial da faixa de meandro, onde está localizado o colo de meandro que sustenta a cidade de Envira. Sendo assim, o uso e ocupação do solo urbano nesse sítio são os principais focos de investigação. A estratégia metodológica foi estruturada com o método procedimental, utilizando o Estudo de Caso e dialogando com as principais técnicas: Pesquisa documental; Observação Direta e aplicação do Protocolo de Inventariamento Geográfico; Sistema de Informação Geográfica – ambiente computadorizado constituído por: ArcGis; LANDSAT Imagens SRTM; dados do IBGE e SEMMAS; Base Map Worl Topographic. O método de abordagem selecionado para a pesquisa teve como foco principal o prisma do aporte de Edgar Morin, com destaque para o pensamento complexo. Os resultados analisados confirmam a hipótese quanto às intervenções do uso e ocupação na faixa de meandro ao longo de alguns anos do século XIX, onde as infraestruturas avançam, resultando em degradações na geomorfologia fluvial e, consequentemente, nos serviços ecossistêmicos. Essas degradações são causadas pelo uso e ocupação do solo em aspectos como perfurações de poços domésticos, uso do lençol freático, assoreamento, canalização e poluição por cargas difusas e pontuais. Os recursos hídricos dos igarapés do Buriti e Preto no curso inferior, mata da Terra Firme, mata ciliar e mata de igapó, assim como os diques semicirculares internos do meandro, esporões e arco interno do meandro, são os mais impactados, juntamente com as áreas de APP. Essa situação é demonstrada na fisiografia fluvial na Carta de Protocolo de Inventariamento Geográfico.