Desenvolvimento de sistemas emulsionados contendo óleo de Castanha-do-Brasil (Bertholletia excelsa)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Rolim, Fabrício Nonato Araújo
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/9048473733551645
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Ciências Farmacêuticas
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/5216
Resumo: A castanheira, árvore que produz a castanha-do-Brasil (Bertholletia excelsa), está presente em toda a Amazônia. Sua semente contém um óleo constituído, majoritariamente, de ácidos graxos, destacando-se o linoléico, oléico e palmítico, que são capazes de atuar na barreira transepidérmica. Apresenta, também, outras substâncias tais como proteínas, vitaminas e minerais, as quais são moléculas funcionais que agem em processos que favorecem a hidratação da pele. Neste sentido, o presente trabalho tem como principal objetivo verificar a viabilidade de obtenção de três sistemas emulsionados (emulsão, nanoemulsão e microemulsão) utilizando óleo de castanha-do- Brasil como fase oleosa, os quais foram submetidos a ensaios físico-químicos para verificar qual o sistema que apresentará maior viabilidade de obtenção e estabilidade. Os resultados demonstraram que o óleo obtido através de prensagem a frio possui qualidade para os fins da pesquisa. Foi encontrado um valor de EHL crítico de 4,7; indicando que o tensoativo adequado para emulsionar o óleo de castanha-do-Brasil deve ter esse valor ou valores próximos. Foram obtidas emulsões estáveis utilizando o tensoativo span 60® (EHL=4,7) e verificou-se que a concentração deste tensoativo e óleo de castanha-do-Brasil interferem diretamente nas características físico-químicas das emulsões, exceção feita à condutividade elétrica no qual somente o span 60® exerceu influencia nessa propriedade. Foram obtidas nanoemulsões utilizando-se homogeneizador de alta pressão, ultra-turrax®, nas velocidades de 10.000 e 15.000rpm, e par de tensoativos span80® e tween 80® em diferentes proporções. Verificou-se que tanto a velocidade de agitação e concentração de tensoativos interferiram nas características físico-químicas das nanoemulsões, exceção feita à condutividade elétrica no qual somente a velocidade de agitação exerceu influencia nessa propriedade. Foram obtidas microemulsões utilizando span 80® como tensoativo; e 1,2-octenediol e 1,2- hexanediol como cotensoativo. As microemulsões apresentaram-se estáveis após seu preparo com características macroscópicas de sistemas microemulsionados, suas características físico-químicas, como viscosidade, variaram de acordo com o cotensoativo utilizado. Assim, foram obtidas emulsões, nanoemulsões e microemulsões utilizando, exclusivamente, óleo de castanha-do-Brasil como fase oleosa, que podem servir como veículos para incorporação de fármacos e/ou outros princípios ativos, que contém em sua composição um óleo vegetal que agrega valores à floresta promovendo a sustentabilidade ecológica e econômica.