Impactos da pesca esportiva do Tucunaré Cichla SPP. no Complexo Juma/Tracajá e Maçarico na região do baixo Rio Mamori, Amazonas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Vasconcelos, Marcele Cascaes
Outros Autores: https://lattes.cnpq.br/0245877735200361
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Ciências Agrárias
Brasil
UFAM
Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal e Recursos Pesqueiros
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10451
Resumo: A pesca esportiva tem se destacado no Amazonas apresentando grande potencial para a prática pesqueira e contribuindo para a economia. Apesar do potencial do turismo de pesca, o seu desenvolvimento em larga escala sem o devido acompanhamento e monitoramento, permitiu a prática da atividade de maneira desordenada. Em virtude disto, o presente trabalho buscou avaliar o desenvolvimento da pesca esportiva no baixo rio Mamori, região que compreende os municípios de Autazes e Careiro, e os impactos que a atividade pesqueira exerce na região, além de avaliar a relação entre o rendimento pesqueiro e a presença de floresta inundada. A coleta de dados ocorreu por intermédio de questionários semiestruturados aplicados nos meses de outubro de 2022 a abril de 2023, formulários preenchidos pelos guias de pesca, dados secundários, análise dos parâmetros da água e análise de floresta inundada nos ambientes de pesca. Os resultados mostraram que a pesca esportiva baixo rio Mamori já está estabelecida, se desenvolvendo através de 32 empreendimentos turísticos, que contribuiu para a inserção do Município de Careiro no mapa do turismo brasileiro em 2022, 2023 e 2024, entretanto é baixo o número de empreendimentos que possui licença para operar com pesca esportiva, somente (22,58%). Na aplicação de questionários houve a participação de 107 ribeirinhos, 20 guias e 7 empreendedores, com o grupo de ribeirinhos apresentando média de faixa etária de 46 anos, guias de 30 anos e empreendedores 42 anos. Sobre os benefícios da atividade, 77,57 % dos ribeirinhos afirmam que a pesca esportiva gera benefícios para a região, sendo a geração de emprego e renda os mais citados pelos ribeirinhos e empreendedores, com a renda obtida pelos guias variando de R$ 3 mil a mais de R$ 12 mil por temporada. Entretanto foram identificados impactos negativos que estão levando a ocorrência de conflitos, o que tem causado a insatisfação dos ribeirinhos 40%, mas a maioria 60% ainda se mostra satisfeitos com o cenário atual da pesca esportiva no baixo rio Mamori. O comprimento médio do tucunaré açu (Cichla temensis) no baixo rio Mamori variou entre 62 e 68 centímetros, indicando a ocorrência dos troféusna região. Verificamos que há relação significativa entre cobertura florestal inundada e comprimento dos exemplares de tucunaré açu (Cichla temensis), indicando uma tendência de indivíduos de maiores tamanhos em regiões com maiores áreas de floresta inundada (km²) no entorno dos pesqueiros. Dessa forma, constata-se que a pesca esportiva no baixo rio Mamori contribui economicamente, entretanto, é necessário que órgãos públicos monitorem e fiscalizem a atividade, para mitigar os impactos negativos. Além disso, evidencia-se a importância da conservação dos pesqueiros para a proteção dos Cichla temensis e para manter a presença dos troféus nas áreas de pesca da região.