Efeitos provocados pelo uso da bota compressão pneumática intermitente sobre indicadores de recuperação muscular pós corrida em declive

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Carvalho, Raisa Seabra
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/7443139238457116, https://orcid.org/0009-0006-0636-3955
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Educação Física e Fisioterapia
Brasil
UFAM
Programa de Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9919
Resumo: A Bota de compressão pneumática intermitente (BCPI) ganhou vários adeptos por seu possível auxílio no tratamento de recuperação muscular pós realização de exercício física. O objetivo do estudo foi avaliar os efeitos provocados pelo do uso BCPI sobre marcadores de recuperação muscular nos membros inferiores após uma corrida em declive. Fizeram parte do estudo 17 homens (23,3± 2.4 anos, 82 ± 14,8kg e 173 ± 0,06 m), fisicamente ativos sem histórico de lesões nos membros inferiores (MI) e sem alterações cardiorrespiratórias. Inicialmente (-72h) foi determinada a velocidade máxima aeróbia (VMA) de todos os participantes (14,7±1,53 km/h). O protocolo de corrida em declive (PCD) consistiu em 6 séries de 5 minutos com 2 minutos entre séries para descanso. O declive adotado foi de -3°, e a intensidade correspondente a 70% da VMA (0h). Um dos MI foi sorteado para receber a aplicação da BCPI, enquanto o membro oposto recebeu placebo (ultrassom terapêutico desligado). Ambos os procedimentos tiveram duração de 30 minutos e foram realizados após o exercício, 24h e 48h após o PCD. Foram avaliados indicadores de dor muscular tardia (DMT) e qualidade muscular no Reto Femoral (RF) e Vasto Lateral (VL) nos momentos Pré, 24h, 48h e 72h após o PCD, além do pico de torque (PT) concêntrico (C) e excêntrico (E) em flexores e extensores do joelho, de ambos os membros nos momentos pré, pós, 24h, 48h e 72h após o PCD. A normalidade dos dados foi avaliada pelo teste de Shapiro-Wilk. A comparação entre os grupos foi realizada por meio da ANOVA two-way (tempo vs. tratamento) seguido do posthoc de Tukey. O nível de significância adotado foi de p<0.05. Foram observados efeitos do tempo para DMT do RF (F=5,160; p<0,0001; η2p=3,04) e Interação tempo-tratamento para a DMT do VL (F=5,160; P<0,0001; η2p=0,02), indicando que o uso da BCPI foi eficiente em promover menores valores de DMT nessa região quando comparado com o placebo. Em relação a eco-intensidade do RF não houve efeito do tratamento (F= 1,32; p=0,7852; η2p=0,02) e do tempo (F=5,16; p=0,0586; η2p=0,08). Resultados semelhantes também foram observados em relação a eco intensidade do VL, onde não foram observados efeitos do tratamento (F=1,32; p=0,5940; η2p=0,04) e tempo (F=4,128; p=0,3802; η2p=0,04). Em relação aos parâmetros de torque avaliados efeitos do tempo foram observados para o PT concêntrico de extensores do joelho (F=5,16; p<0,0001; η2p=0,29), PT concêntrico de flexores de joelho (F=5,16; p<0,0001; η2p=0,53) e PT excêntrico de extensores (F=5,16; p<0,0001; η2p=0,28) e PT excêntrico de flexores (F=5,16; p <0,0001; η2p=0,53). Podemos concluir que o uso de BCPI após um PCD foi efetivo apenas para reduzir a DMT na região do VL.