Um modelo baseado em trilhas de aprendizagem para a representação de alunos de ambientes virtuais de aprendizagem

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Ramos, David Brito
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/5494652135358138, https://orcid.org/0000-0003-0654-2225
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Computação
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Informática
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9272
Resumo: Os sistemas educacionais personalizados, que buscam adaptar o ambiente de aprendizado às necessidades e perfis dos alunos, geralmente precisam usar dados do usuário, aprendizado de máquina e mineração de dados, algoritmos de recomendação e recursos/atividades catalogados. Ferramentas e modelos analíticos que permitem a compreensão do comportamento dos alunos podem inferir padrões individuais ou coletivos e melhorar as experiências dos alunos. Tais ferramentas e modelos também podem ajudar professores e tutores a monitorar as ações dos alunos em um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Nesse contexto, considera-se que novas informações a partir dos dados dos AVAs podem ser geradas, ainda que não representem necessariamente o nível de conhecimento do aluno, e podem ajudar a facilitar o processo de ensino-aprendizagem. Os AVAs coletam dados sobre usuários que podem ser úteis para definir o perfil do aluno, seu comportamento e identificar suas dificuldades e necessidades. Uma das maneiras de acompanhar os alunos é observar as ações que eles executam no ambiente, e essas ações podem resultar em caminhos conhecidos como Trilhas de Aprendizagem (TAs). Este trabalho descreve um modelo baseado em Trilhas de Aprendizagem para a representação de alunos de Ambientes Virtuais de Aprendizagem. O modelo é fundamentado nas ações dos alunos enquanto usam um ambiente virtual de aprendizagem e é capaz de representar as trilhas de aprendizagem e auxiliar da identificação do perfil motivacional de cada aluno. Neste trabalho, foi realizada uma revisão quasi-sistemática buscando-se identificar como as TAs são representadas e se havia representações para professores ou alunos. Também foi realizada uma pesquisa exploratória sobre comportamento de usuários no contexto educacional. As trilhas de aprendizagem foram utilizadas para identificação do comportamento, em específico a orientação de metas/motivação, abordagem fundamentada na Teoria de Metas de Realização, desenvolvida na área da psicologia educacional. O modelo foi usado para analisar a relação entre as trilhas de aprendizagem e as orientações de metas dos alunos. Para coletar as orientações de metas dos alunos, foi utilizado um instrumento validado por pesquisadores da área de psicologia educacional chamado Escala de Motivação de Aprendizes Universitários. A partir de estudos anteriores e participação de duas psicólogas, foi elaborada uma taxonomia para a classificação das estratégias de aprendizagem e um conjunto de estratégias de aprendizagem classificadas de acordo a taxonomia proposta. As estratégias de aprendizagem foram extraídas de escalas de estratégias de aprendizagem validadas na literatura. Com base na literatura, para cada orientação de meta foram associadas classes de estratégias da taxonomia. Assim, os alunos receberam sugestões de estratégias de aprendizagem de acordo com suas orientações de motivação. Nos experimentos de recomendação das estratégias de aprendizagem, foi obtida uma avaliação média de 4,3 em uma escala de Likert de 5 pontos. Já nos experimentos de classificação das metas, com base na análise das trilhas de aprendizagem, obteve-se F1-Score acima dos 80%, com menos de um mês do início das aulas, para classificadores baseados em árvores.