As línguas faladas na comunidade multiétnica Parque das Tribos em Manaus
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Letras Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Letras |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9097 |
Resumo: | A diversidade linguística dos povos indígenas brasileiros representa importantes conhecimentos culturais de identidade, bem como sobre a cosmologia desses povos. Segundo Monte (2000), o Brasil é um dos países onde se encontra uma das maiores diversidades linguísticas, uma vez que cerca de 40% das línguas faladas nas Américas são faladas em território brasileiro. Apesar dessa aparente diversidade, muito se perdeu com o contato. O município de Manaus vem recebendo nos últimos anos uma migração inter-regional, o que o caracteriza como um dos municípios multilíngues do estado do Amazonas. Isso ocorre devido à forte presença de indígenas que moram em comunidades indígenas multiétnicas no centro urbano que migraram para a cidade motivados, principalmente, por melhor acesso à saúde e à educação, além de terem sido atraídos pela possibilidade de renda e sustento, principalmente no polo industrial da Zona Franca de Manaus. Esta pesquisa tem como objetivo apresentar um diagnóstico sociolinguístico e educacional das línguas faladas pelos indígenas residentes da comunidade multiétnica Parque das Tribos em Manaus - AM. A pesquisa é de cunho etnográfico com uma abordagem qualitativa e quantitativa e teve como base a pesquisa de campo com aplicação de questionário baseado em Maia (2016). Além disso, a pesquisa apresenta um traço da realidade sociolinguística dos indígenas residentes na cidade de Manaus. A metodologia fundamenta-se em Bezerra (2008), Gil (2008), Angrosino (2009), Gerhardt e Silveira (2009), Mattos (2011) e Demo (2012). O referencial teórico segue os pressupostos da Sociolinguística e da Linguística Antropológica para pesquisa como povos indígenas. Para tanto, foi realizado um estudo etnolinguístico que se apoia também nos pressupostos teóricos da Sociolinguística. Para fins de fundamentação teórica relacionados à Sociolinguística, são usados Calvet (2002), Braggio (2002, 2003, 2006) e Tarallo (2007). Para reflexões a respeito do bilinguismo e multilinguismo foram usados Zimmer, Finger e Scherer (2008), Flory (2009), Santos (2012), Perri (2013) e Bassani (2015). E acerca da Educação Escolar Indígena tem-se Bergamaschi e Medeiros (2010) e Ciaramello (2014). |