Avaliação do consumo alimentar e dos fatores de risco e proteção dos portadores de câncer gástrico atendidos na fundação centro de controle de oncologia do estado do Amazonas
Ano de defesa: | 2008 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Ciências Farmacêuticas BR UFAM Programa de Pós-graduação em Ciências de Alimentos |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/3714 |
Resumo: | Diversos estudos têm evidenciado uma estreita relação entre a predisposição genética, os fatores ambientais de estilo de vida e a carcinogênese. Sabe-se que 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Dentre os fatores ambientais a dieta destaca-se como um fator preponderante no aparecimento do câncer de estômago. Nesse contexto, o objetivo do presente estudo foi avaliar o consumo alimentar e possíveis fatores relacionados ao câncer de estômago, de portadores adultos com a neoplasia gástrica primária, atendidos na Fundação Centro de Controle Oncológico do Amazonas - FCECON. Para a obtenção dos dados do perfil alimentar e sócio econômico-demográfico de 25 pacientes foram utilizados: Questionário de Freqüência de Consumo Alimentar-QFCA, Inquérito Sócio Econômico Demográfico - ISED e para a classificação do estado nutricional foi utilizado o Índice de Massa Corporal - IMC atual e anterior ao diagnóstico da doença, assim como peso, altura e idade. Foi utilizado o programa EPI INFO versão 3.4.3 onde se calculou as freqüências absolutas simples e relativas para os dados quantitativos e a média, mediana e desvio padrão (DP) para os dados quantitativos. Na análise da média da diferença entre peso atual e anterior à doença utilizou-se o teste t-Student no nível de significância de 5 %.Neste estudo, o gênero com maior predominância foi o masculino com 80% dos casos. Foi observado baixo consumo de alimentos considerados de risco como enlatados, embutidos, defumados, churrasco e nenhum adoçante artificial. Alta tendência a consumo diário de frituras (40%), farinha de mandioca (84%), carne bovina (44%), café (96%), vegetais frescos - pimenta de cheiro (48%) e frutas banana (56%), e baixo consumo de alimentos protetores como iogurtes (8%), azeite (0%), alimentos integrais (0%). Com relação aos vícios nocivos (72%) dos pacientes relataram que fumam ou já fumaram e 88% indicaram consumo de bebida alcoólica, preferencialmente cerveja e cachaça. As profissões de agricultores e trabalhadores da construção civil foram as mais encontradas (52%) por estarem em ambientes propícios, expostos a toxidade e radioatividades. Os resultados sugerem que o prato tradicional do amazonense, composto de carne frita arroz branco, farinha de mandioca, feijão, vegetal e frutas, quantidades moderadas de café e leite são hábitos identificados também como padrão da dieta alimentar brasileira, com particularidades regionais como o consumo exagerado da farinha de mandioca conferindo uma importante ingestão de glicídios. Do ponto de vista nutricional conclui-se que a dieta está inadequada e desprotegida para o câncer, pois apesar de não conter alimentos defumados, enlatados, embutidos e salgados, é rica em gorduras, carne vermelha, pobre em fibras e gorduras monoinsaturadas. |