INFLUÊNCIAS DA MODERNIDADE TARDIA NA (DES)CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES SOCIAIS: UMA ANÁLISE DE DISCURSO CRÍTICA DO EPISÓDIO “HINO NACIONAL” DA SÉRIE BLACK MIRROR
Ano de defesa: | 2022 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Letras Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Letras |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9011 |
Resumo: | Esta dissertação tem como objetivo principal investigar, sob as lentes da Análise de Discurso Crítica, os elementos institucionalizados da modernidade tardia que influenciam na construção, desconstrução e reconstrução de identidades pessoais. Tem como objetivos específicos: debater e relacionar evidências e indicadores discursivos — verbais ou imagéticos — pertinentes à identidade social, descobertos através da análise do episódio "Hino Nacional", integrante da série televisiva de ficção científica Black Mirror; bem como avaliar a formação de identidades pessoais resistentes, constituídas cultural e discursivamente, como uma prática razoável para o enfrentamento das pressões sociais concretizadas no âmbito da modernidade tardia. Tomando como ponto de partida o pensamento do sociólogo britânico Anthony Giddens (1991, 1996, 2002), e fundamentados teórica e metodologicamente na Análise de Discurso faircloughiana (2001, 2003), os resultados demonstram que as entidades privilegiadas pelo capitalismo, hierarquizadas conforme o alcance e nível de poder, como o Estado-Nação capitalista, o Governo, a Família, o Povo e, de forma especial, a Mídia, pressionam e dominam os sujeitos através do discurso, tensionando suas identidades em todos os níveis, da psique ao corpo, transformando suas visões pessoais e criando representações fragmentadas conforme a demanda de manutenção do próprio sistema. Como possibilidade de solução para o problema, foi proposta a formação de uma identidade resistente, calcada em Castells (2018) em quatro estágios: o posicionamento do sujeito no espectro adaptativo do tipo engajamento radical; o investimento pessoal em uma jornada de autodescoberta; a seleção das influências sobre a identidade, realizada através de procedimentos emancipatórios; e a utilização dos recursos midiáticos para a promoção e proteção das identidades. |