Cosmogonia Magüta: análise das histórias d’O Livro das árvores, de autoria coletiva dos indígenas Ticuna do Alto Solimões

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Silva, Cristiane Alves da
Outros Autores: https://lattes.cnpq.br/0784714838057918
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Letras
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Letras
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9391
Resumo: Esta dissertação é intitulada Cosmogonia Magüta: análise das histórias presentes n’O Livro das árvores, de autoria coletiva dos indígenas Ticuna do Alto Solimões e tem por objetivo geral compreender a cosmogonia do povo Ticuna escrita e desenhada n’O Livro das árvores e, como objetivos específicos, apresentar um panorama geográfico-sociocultural do povo Ticuna; mostrar uma abordagem geral d’O Livro das árvores, de autoria coletiva dos indígenas Ticuna; e apresentar uma perspectiva sobre a cosmogonia Ticuna por meio da apresentação geral do livro e da análise de histórias d’O Livro das árvores. Utilizamos como leituras fundamentais: Gruber (1999), Nimuendajú (1977), Oliveira Filho (1988), López Garcés (2014), Soares (2014), Krüger (2011), Loureiro (2015), Telles e Graça (2021), Graúna (2013), Pontes (2006; 2017), Eliade (2016; 2018), dentre outros. A partir de pesquisa bibliográfica, seguindo os preceitos do comparativismo literário, em estudo residual e intertextual foram analisadas as seguintes histórias d’O Livro das árvores: “A samaumeira que escurecia o mundo”, “O jenipapo e a origem das pessoas” e “Ngewane, a árvore dos peixes”, com destaque à associação de outros mitos. Foi possível perceber, por meio das histórias escritas e desenhadas n’O livro das árvores, a interpretação do povo Ticuna sobre cultura, identidade, território e relação com a natureza, destacando a valorização das árvores na criação do mundo, na preservação de sua cultura e na manutenção da vida, apesar das imposições feitas pelos processos colonizatórios, como as tentativas de apagamento cultural pelas religiões cristãs, ao mesmo tempo em que o contato com os brancos, na posição de colonizadores, levou à construção de relações ao longo do tempo e à hibridação entre Brasil, Colômbia e Peru.