Avaliação do potencial genotóxico do clareamento dental em pacientes com diferentes faixas etárias: estudo clínico controlado
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Odontologia Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Odontologia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10045 |
Resumo: | O clareamento dental vem sendo amplamente utilizado como uma opção conservadora para tratamentos estéticos. No entanto, preocupações sobre a segurança do método em relação a uma possível carcinogenicidade ainda são levantados. Este ensaio clínico controlado avaliou o potencial genotóxico do clareamento dental de consultório em pacientes com diferentes faixas etárias. Trinta e dois voluntários, de ambos os sexos, foram divididos em dois grupos: grupo 1 - pacientes com idade entre 14 - 19 anos e grupo 2 - 30 - 39 anos. Os pacientes foram submetidos a duas sessões de clareamento, com intervalo de 7 dias, com gel de Peróxido de Hidrogênio a 35%, durante 40 minutos. O teste de micronúcleos e as alterações nucleares foram realizados a partir da contagem de 2000 células em três tempos: antes do procedimento clareador (T0), imediatamente após o fim do tratamento (T14) e 30 dias após o final do tratamento (T30). Os dados, entre os dois grupos, em cada intervalo de tempo, foram avaliados com o teste de Mann-Whitney e entre cada grupo, nos diferentes intervalos de tempo, com o teste de Friedman. A contagem de micronúcleos não indicou potencial genotóxico nos grupos estudados: grupo 1: T0:0,97 ± 0,43; T14: 1,47 ± 0,62; T30: 1,34±0,68; grupo 2: T0: 0,81 ±0,57; T14: 1,22 ± 0,55; T30: 1,06 ± 0,75 (p>0,05), independente dos tempos analisados (p>0,05). Houve diferença significativa para a presença de células binucleadas no grupo 1 (p = 0,00), permanecendo aumentadas mesmo após 30 dias do término do clareamento dental em ambos os grupos (grupo 1: p = 0,01 e grupo 2: p = 0,04). Conclui-se que o clareamento dental de consultório não apresenta potencial genotóxico para o marcador micronúcleo. As células binucleadas foram mais frequentes em pacientes de ambos os grupos, permanecendo elevadas 30 dias após o clareamento. |