Imunogenicidade da vacinação contra SARS-CoV-2 em pacientes com esclerose sistêmica, síndrome de superposição, miopatias inflamatórias e doença mista do tecido conjuntivo : um estudo de coorte multicêntrico brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Lima, Raquel Lima de
Outros Autores: https://wwws.cnpq.br/cvlattesweb/PKG_MENU.menu?f_cod=5492FCA3FCD6023FA7AF1E489A02C067#, https://orcid.org/0000-0002-8588-4276
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Medicina
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
IgG
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10794
Resumo: Introdução: Pacientes com Doenças Reumáticas Imunomediadas (DRIMs) têm alto risco de desfechos graves da COVID-19, principalmente em cenários de imunossupressão ou múltiplas comorbidades. Objetivo: Analisar a resposta imunológica à vacinação contra o SARS-CoV-2 em pacientes com Esclerose Sistêmica, Síndrome de Superposição, Miopatias Inflamatórias e Doença Mista do Tecido Conjuntivo. Metodologia: Estudo multicêntrico, observacional e prospectivo, realizado entre junho/2021 e out/2022, com 69 pacientes diagnosticados com Esclerose Sistêmica, Síndrome de Superposição, Miopatias Inflamatórias e Doença Mista do Tecido Conjuntivo, que fazem parte do estudo de Coorte SAFER. O estudo avaliou a evolução dos níveis de IgG específicos contra o SARS-CoV-2 em quatro momentos (T1: antes da primeira dose; T2: 28 dias após a primeira dose; T3: 28 dias após a segunda dose; T4: 28 dias após a dose de reforço), considerando fatores como tipo de doença, exposição prévia ao SARS-CoV-2 e dose de reforço. Também foi analisada a frequência de soroconversão nos quatro tempos, estratificada por tipo de doença e classe de medicamentos. Além disso, investigou-se a influência da vacinação na atividade da doença e as variáveis envolvidas na imunogenicidade, como uso de imunossupressores e comorbidades. Resultados: Os títulos de IgG aumentaram significativamente ao longo do tempo, passando de 10,25 BAU/mL (T1) para 668,16 BAU/mL (T4). A análise comparativa entre as vacinas BNT162b2 e ChAdOx1 nCoV-19 mostrou respostas imunológicas semelhantes no T3, mas no T4, a BNT162b2 induziu títulos de IgG significativamente maiores (908,22 vs. 280,01; p=0,009). A soroconversão (FC) nos pacientes não pré-expostos aumentou progressivamente, atingindo 88% no T4, com variações entre os grupos diagnósticos: pacientes com DMTC e MI apresentaram FC mais rápida e elevada, enquanto aqueles com SS e ES tiveram taxas menores no T2. Em relação aos medicamentos, pacientes sem terapia ou em uso de csDMARDs e corticoides alcançaram taxas de FC mais altas, enquanto aqueles em terapia com Rituximabe, Abatacepte e Tocilizumabe apresentaram respostas imunológicas reduzidas. A maioria dos pacientes manteve baixa ou nenhuma atividade da doença após a vacinação, sugerindo que a imunização não exacerbou a condição reumática. Conclusão: O estudo demonstrou que a vacinação contra o SARS-CoV-2 induziu resposta imunológica em pacientes com DRIMs, com aumento progressivo dos títulos de IgG, especialmente após a dose de reforço. Pacientes pré-expostos e vacinados com BNT162b2 apresentaram respostas mais robustas, enquanto o uso de bDMARDs foi associado a menores taxas de soroconversão. A vacinação não exacerbou a atividade da doença, reforçando sua segurança nessa população.