Frutos, Sementes e órgãos tuberosos na alimentação da etnia Sateré-Mawé dos rios Marau e Urupadi (Maués-Amazonas).

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Bustamante, Gina Giovanna Frausin
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/2598831553919402
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Ciências Agrárias
BR
UFAM
Programa de Pós-graduação em Agronomia Tropical
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/2712
Resumo: Sateré-Mawé é uma etnia indígena que pertence ao tronco linguístico Tupi e habita a Terra Indígena (TI) Andirá-Marau, na divisa dos estados do Amazonas e Pará. Assim como outros grupos étnicos do Brasil e do mundo, os Sateré-Mawé passam por mudanças em seus costumes e identidade cultural. Pesquisas e estudos realizados com esses grupos são importantes para entender a relação entre a diversidade biológica e étnica, com a finalidade de registrar e preservar informações sobre os usos dos recursos vegetais, podendo gerar pautas para a conservação destes recursos. As técnicas de cultivo e preparação dos frutos, sementes e órgãos tuberosos alimentícios em duas comunidades da etnia Sateré-Mawé localizadas no município de Maués, Amazonas, foram documentadas por meio de entrevistas semi-estruturadas e observação participante. Do mesmo modo, foram registradas informações referentes à divisão do trabalho e à cultura material para o desenvolvimento destas atividades. Foram identificadas 81 espécies de plantas alimentícias pertencentes a 37 famílias botânicas e 63 gêneros. Os Sateré-Mawé praticam a agricultura itinerante em roças e capoeiras, cultivando predominantemente variedades de mandioca. Outros espaços para a obtenção de alimentos são os quintais, os sítios e as áreas da floresta, sendo que nesta última realizam o extrativismo. Foram observadas modificações nos hábitos alimentares destas comunidades pela proximidade a centros urbanos, onde são adquiridos itens alimentares e elementos da cultura material industrializados. Poucas pesquisas sobre etnobotânica da etnia Sateré-Mawé são encontradas na literatura, sendo este um importante aporte ao conhecimento dos usos da flora local.