As complexas tramas entre o "pentecostalismo judaizado" e a Amazônia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Oliveira, Liliane Costa de
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/4095269474694245, 0000-0002-2923-2767
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9157
Resumo: O objetivo deste trabalho buscou compreender o fenômeno religioso sobre o qual já existem algumas pesquisas, porém, apesar de problematizarem a incorporação de símbolos, termos em hebraico, sons, músicas e rituais da tradição judaica em diversas vertentes evangélicas brasileiras não deram ênfase ao lócus que deu origem a essa religiosidade no país. Para chegar a essa constatação se percorreu pela história do Pentecostalismo na Amazônia, ampliando a discussão para o restante do país através de autores como Émile Leonard, Beatriz de Souza e Paul Freston. Trata-se de uma análise que buscou mostrar que o Movimento que contagiou o Brasil no começo do século XX surgiu entre os/as caboclos/as da Amazônia, além disso, apontou que no século XXI, novamente o Norte, aparece na historiografia dessa religião evangélica com o Pentecostalismo Celular. O método celular de crescimento adotado por muitas Igrejas é amazônico, e no seu âmago surge o Pentecostalismo Judaizado, categoria de análise para pensar tais mudanças. Uma das principais Igrejas estudas, o Ministério Internacional da Restauração, nasceu no Amazonas e seus fundamentos litúrgicos estão perpassados pela simbologia do Judaísmo Antigo. Nesse sentido, coube a esta pesquisa explicar que na Amazônia um dos maiores movimentos da fé protestante foi ressignificado através da incorporação em seus ethos de um Israel Imaginário, contagiando outras Igrejas como a Assembleia de Deus – representante do Pentecostalismo Clássico – e Universal do Reino de Deus – representante do Neopentecostalismo. Quanto aos parâmetros teórico-metodológicos, o método de análise foi o compreensivo e sob a ótica de Max Weber, Émile Durkheim, Peter Berger, Pierre Bourdieu, Rudolf Otto, Beatriz Souza, Paul Freston e Émile Leonard e outros, esta tese foi fundamentada.