Avaliação do ciclo de vida de materiais de construção produzidos com fibras vegetais cultivadas no Brasil – sisal, juta e malva
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Centro de Ciências do Ambiente Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/8965 |
Resumo: | Para evidenciar os impactos ambientais gerados por produtos, desde a extração de matérias-primas até sua disposição final, existe uma ferramenta cientificamente aceita denominada Avaliação do Ciclo de Vida – ACV. Para além do desempenho técnico, o objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho ambiental de materiais compósitos produzidos com fibras vegetais cultivadas no Brasil – sisal, juta e malva. O estudo foi delimitado em 1 m² de compósito para viabilizar a modelagem de uma cadeia produtiva teórica e a utilização da ferramenta ACV. Usando os métodos ReCiPe 2016 Midpoint/Endpoint e EN 15804, o desempenho ambiental dos materiais foi estudado sob diferentes cenários. Primeiramente, como alternativa a compósitos produzidos com matriz de cimento Portland, foi desenvolvido um compósito com matriz geopolimérica à base de resíduo e reforço com fibras de sisal. A durabilidade desse produto foi avaliada por meio de ciclos de molhagem e secagem, pois, geralmente, quanto maior a vida útil de um material, mais significativos serão os seus benefícios ambientais. Em seguida, o desempenho ambiental desse compósito geopolimérico foi comparado ao de um compósito com matriz de cimento Portland, sendo ambos os materiais reforçados com fibras de sisal. Pelos métodos ReCiPe 2016 Midpoint/ Endpoint e EN 15804, os resultados foram convergentes: o compósito com matriz cimentícia possui menores impactos ambientais. No compósito com matriz cimentícia, os responsáveis pela maior parte da carga ambiental foram a produção do cimento e o processo de transporte. No compósito geopolimérico, os resultados evidenciaram que o ativador alcalino à base de hidróxido de potássio é majoritariamente o componente mais impactante, seguido pelo processo de transporte. Considerando que transportar matérias-primas por longas distâncias eleva a carga ambiental dos produtos, inferiu-se que, do ponto de vista ambiental, seria mais vantajoso produzir o compósito com matriz cimentícia e substituir as fibras de sisal, cultivadas no Nordeste brasileiro, pelas fibras de juta e malva, cultivadas na Amazônia brasileira, onde este estudo foi realizado. Nesse contexto, por fim, as fibras de juta e malva foram avaliadas como reforço do compósito sob duas perspectivas: uma sem processamento e outra na forma de tecido. Desse modo, constatou-se que se as fibras fossem usadas sem processamento algum, sendo obtidas de uma cidade próxima à Manaus, a redução de impactos relacionados ao reforço do compósito seria acima de 95%. Assim, esta pesquisa contribui cientificamente ao apresentar potenciais alternativas à indústria da construção já avaliadas numa perspectiva ambiental. |