Posição social, agrupamento de condições clínicas bucais e qualidade de vida em crianças: uma análise a partir do Projeto SBBrasil 2010

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Meira, Gabriela de Figueiredo
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/3710771916871688
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Odontologia
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Odontologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/5062
Resumo: O presente estudo avaliou a ocorrência e o padrão de agrupamentos de condições clínicas bucais e a relação entre posição social, número de condições clínicas bucais e qualidade de vida em crianças de 12 anos de idade. Foram utilizados dados de todas as crianças nesta idade que participaram da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal - Projeto SBBrasil 2010. As condições bucais investigadas foram cárie dentária (um ou mais dentes com lesão de cárie), perda dentária por cárie (um ou mais dentes perdidos), gengivite (um ou mais sextantes com sangramento à sondagem) e traumatismo dentário (um ou mais dentes com trauma). Medidas de posição social incluíram renda familiar, escolaridade da criança e número de bens no domicílio. Sexo, raça/cor da pele e uso de seviços odontológicos foram consideradas co-variáveis. Os agrupamentos das condições clínicas bucais foram avaliados por meio da razão de prevalências (RP) e intervalos de confiança de 95% (IC95%) entre valores observados e esperados (O/E) das possíveis combinações. Regressão logística ordinal multivariada foi utilizada para estimar odds ratio (OR) e IC95% entre posição social e o número de condições clínicas bucais. A associação entre posição social, número de condições clínicas bucais e qualidade de vida foi testada empregando-se regressão de Poisson multivariada para estimar razões de médias (RM) e IC95%. A cárie dentária foi a condição bucal mais prevalente (41,5%), seguida da gengivite (26,6%), traumatismo dentário (21,0%) e perda dentária (5,8%). A proporção de 3 condições bucais conjuntas foi 246% maior para cárie dentária, perda dentária e traumatismo dentário e 71% maior para cárie dentária, traumatismo dentário e gengivite, em relação a proporção esperada para a ocorrência independente dessas condições. A combinação das 4 condições bucais apresentou uma razão O/E de 3,98 (IC95% 2,77-5,33). Crianças pardas, de famílias com renda entre 501 a 1500 reais e aquelas de famílias com renda menor que 500 reais tiveram uma maior chance de apresentar um maior número de condições clínicas bucais. Renda familiar menor que 1501 reais, escolaridade da criança de 5 anos ou menos, sexo masculino, raça/cor da pele indígena e parda, tempo desde a última visita ao dentista e o número de condições clínicas bucais foram associados ao maior número de impactos da saúde bucal na qualidade de vida. Agrupamentos significativos de condições clínicas bucais foram encontrados em crianças de 12 anos de idade. Características sociodemográficas e medidas de posição socioeconômica desempenham um importante papel na ocorrência de multimorbidades bucais em criancas, que por sua vez influenciam a sua qualidade de vida.